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Jornal Diário de Suzano - 16/08/2022
SESC AGOSTO 2022
COLUNA

Sueli Barão

É evangélica, professora escreve aos domingos

As sombras do passado

26 JUN 2022 - 05h00

Depois de 40 anos sob a liderança de Moisés, o povo hebreu agora tinha um novo líder, Josué. A geração que havia saído do Egito, com exceção de Josué e Calebe, não suportou os desafios do deserto. Moisés, o grande líder, estava morto, e a missão de chegar à terra prometida ainda não estava cumprida. A vida precisava prosseguir. A missão tinha que continuar. Sabemos que toda a geração que morreu no deserto estava presa ao passado de escravidão, e não conseguiu se desapegar dele. Josué e Calebe também viveram momentos difíceis no deserto. A diferença é que eles não se contaminaram com a murmuração, insatisfação e rebeldia do povo. Normalmente, agimos de modo semelhante às pessoas com as quais convivemos. Todavia, é possível ser diferente. João Batista, por exemplo, era bem diferente de seus contemporâneos - vestia-se de forma diferente, alimentava-se com um cardápio diferente, morava em um lugar diferente, tinha uma mensagem diferente e contundente! Era diferente em sua forma de ser, de crer e de fazer. Não precisamos seguir a multidão. Não precisamos querer ser como os outros para nos sentirmos aceitos. Ser diferente, no entanto, tem um preço. Sem dúvida, é muito mais fácil seguir as massas. O cristão é chamado para ser diferente, para andar na contramão do sistema. E algo está muito errado, quando isso não acontece! Josué e Calebe não ficaram presos às sombras do passado como os demais fizeram. Quantas vezes ficamos apegados ao nosso passado, sofrendo por situações que nos machucaram emocionalmente?! Criamos em nossa alma um "quartinho" de más lembranças, de mágoas, tristezas e frustrações, deixando de viver a vida em sua plenitude. Por isso Deus encoraja Josué, mandando que ele se esforce, seja forte e corajoso, e tenha bom ânimo. (Josué 1:7-9)
Se Josué ficasse lembrando das dificuldades do deserto não teria forças para seguir em frente. Diante de muitas situações desanimadoras da vida, precisamos nos esforçar para prosseguir. Nesse sentido, Deus é o nosso maior encorajador. O inverno passa, e uma nova estação chega. O deserto não dura para sempre! O apóstolo Paulo nos traz uma preciosa lição sobre o passado - "esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus..." (Filipenses 13:13-14) Façamos uma avaliação de nossa vida - estamos apegados a práticas do passado, a pessoas que nos fizeram mal, a atitudes, hábitos, que não são saudáveis?! Pode ser o apego a uma decepção ou mágoa; enfim, podemos estar apegados a tantas coisas que nos impedem de fluir e seguir em frente, construindo uma nova história para a nossa vida. Podemos, inclusive, estar apegados a erros que cometemos no passado. Mais difícil do que perdoar os outros é perdoar a si mesmo! Imaginem se o apóstolo Paulo fosse viver das lembranças do tempo em que perseguia e mandava matar os cristãos, crendo que estava fazendo a coisa certa! Os irmãos de José do Egito viviam das lembranças tenebrosas do passado, mesmo depois de terem recebido demonstrações de perdão por parte de José. A culpa os acompanhava. Recordavam-se de sua crueldade ao venderem José como escravo e temiam vingança. (Gênesis 50:15) A culpa não conduz a lugar algum! Mas o arrependimento e a disposição para mudar de atitude, sim! A história da mulher de Ló, que olhou para trás e foi transformada numa estátua de sal, nos mostra que olhar para trás nem sempre é uma boa ideia. (Gênesis 19:1-26) O nosso passado para Deus é irrelevante. Ele pode fazer tudo novo! 

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