Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Logo de aniversário de 60 anos
quarta 16 de junho de 2021

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 16/06/2021
COLUNA

Sueli Barão

É evangélica, professora escreve aos domingos

Bom é Deus!

06 JUN 2021 - 05h00


Pensamos que somos bons. Na verdade, muitas vezes nos consideramos, em um ou outro aspecto, melhores que os outros. Quando alguém erra, já pensamos que nós não cometeríamos tal erro. E iniciamos o julgamento! Quando advertimos alguém sobre o seu erro, e ele continua naquele caminho, vindo a se dar mal, dizemos ou pensamos - "Bem que avisei!" Por mais generosos e altruístas que sejamos, a nossa bondade é relativa. O moço rico parecia alguém muito bom. Não matava, não cometia adultério, não roubava, não tinha dado falso testemunho contra ninguém, honrava os pais e amava o próximo, conforme ele mesmo declarou a Jesus. (Mateus 19:16-26) Parecia perfeito em seus comportamentos e suas atitudes. Então, Jesus, como conhecedor do profundo do nosso ser, lhe fez uma proposta, que revelou onde estava o coração daquele rapaz - "Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres e, assim, você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga. Quando o moço ouviu isso, foi embora triste, pois era muito rico". (vs. 21 e 22) Temos que observar que todo esse diálogo começou com uma pergunta do moço rico a Jesus - "Bom Mestre, o que devo fazer de bom para conseguir a vida eterna?" (v.16) No entendimento daquele rapaz, a vida eterna era obtida por boas obras. As boas obras acompanham aqueles que são salvos por Jesus, mas elas não servem para nos dar a salvação eterna. O moço rico usava a lógica da justiça, da lei, o que significava cumprir os mandamentos, fazer tudo "direitinho". Mas a salvação é pela graça, graça de Deus. A graça nos justifica, oferecendo o que não merecemos, pelos méritos de Cristo. Precisamos dessa graça e vivemos por ela. O moço rico tinha o coração preso às riquezas e aos próprios méritos. E Jesus sabia disso! Retirou-se triste, porque percebera que não era tão bom quanto imaginara! Não podia abdicar de suas riquezas, dar o dinheiro aos pobres, seguindo Jesus para um futuro economicamente incerto. 
O nosso coração pode estar preso, escravizado por muitas coisas, que nos impedem de seguir Jesus. Muitas vezes nos tornamos reféns de coisas e situações que consideramos boas, que nos dão certo prazer, mas que, na verdade, representam um caminho de perdição. Em Mateus 6:24, Jesus afirma que um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Não podemos servir a Deus e também servir ao dinheiro. Se o dinheiro é a coisa mais importante da nossa vida, não adianta dizer que não é, porque as nossas atitudes vão demonstrar a verdade. Não adianta dizer uma coisa e viver outra. O que Jesus fez foi desconstruir o discurso "equivocado" do moço rico. Aquele moço deveria definir qual era a coisa mais importante de sua vida. E, infelizmente, não era seguir Jesus! 
É triste, quando somos confrontados com as nossas fraquezas, mas não somos capazes de nos render ao que realmente importa. O moço rico foi embora triste! Fizera uma escolha - ficar com todas as suas riquezas. Talvez pudesse ter agido como o publicano, da parábola contada por Jesus em Lucas 18:9-14, que no templo, de longe, não ousava levantar o rosto para o céu. Simplesmente, batia no peito e dizia: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pois sou pecador". Ele voltou para casa justificado, enquanto o fariseu, que não se considerava avarento, nem desonesto, nem imoral, que jejuava duas vezes por semana e dava o dízimo de tudo o que ganhava, que era tão "perfeito", não teve a sua oração aceita por Deus. Somos imperfeitos. Não somos bons o suficiente! Crescemos quanto mais dependemos da ajuda de Deus para agirmos com bondade e misericórdia. Crescemos quando reconhecemos as nossas fraquezas e fragilidades. Só podemos superar os problemas que reconhecemos. Precisamos saber que podemos estar errados sobre nós mesmos, e que não somos tão bons quanto imaginamos. Bom é Deus! 

UMC
BANNER APS DESKTOP

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias