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Jornal Diário de Suzano - 20/08/2022
SESC AGOSTO 2022
COLUNA

Sueli Barão

É evangélica, professora escreve aos domingos

Há um preço

24 ABR 2022 - 05h00

Lutar pelo que é correto e justo pode custar caro; principalmente, em um tempo em que valores e princípios são tão relativizados. Pode ser que sejamos incompreendidos, rejeitados, perseguidos, humilhados, e até massacrados. Jesus suportou pressão durante a sua vida aqui na Terra. Em todo o tempo, a sua vida esteve sob ameaça. Foi perseguido e morto porque confrontava o sistema político/religioso da época. Achavam que Ele queria se tornar rei. E, como a Sua influência sobre as massas aumentava a cada dia, trataram de armar um complô contra Ele, a fim de acabar com qualquer possibilidade de que isso acontecesse. Ele dizia reiteradamente que o reino dele não era deste mundo. O que mais incomodava os inimigos de Jesus era a Sua transparência, a Sua capacidade e autoridade para denunciar as coisas erradas, as injustiças, mostrando de forma prática um novo caminho, um caminho que desconstruía muitas "verdades" constituídas pelos religiosos da época. Os cristãos, no tempo do Novo Testamento, eram frequentemente perseguidos, sendo colocados na prisão, sendo mortos, por causa da fé que professavam. E você? Já foi perseguido por fazer o que considera correto? Coisas ruins, maldades, injustiças, acontecem no mundo todos os dias, o tempo todo. E nós nos calamos, como se tudo isso fosse normal, como se nada estivesse acontecendo. Seguimos com a vida como podemos. Até quando? 
Enquanto somos tentados a fechar os olhos para as maldades deste mundo, devemos nos lembrar de que Jesus nunca negou a realidade do mal. Porém, Ele não demorava em apontar que Deus pode e vai triunfar sobre o mal. A vida vai triunfar sobre a morte. E nós também podemos lutar contra o mal, praticando o bem, sendo no mínimo vozes que clamam por justiça. Uma voz. Apenas uma voz, eis o que João Batista pretendia ser. Uma voz que clamava no deserto, com uma mensagem forte e desagradável de se ouvir: "Voz do que clama no deserto - preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. (...) Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento... E também já está posto o machado à raiz; toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo."(Lucas 3:4-10) Um homem que se vestia de forma diferente e que comia alimentos diferentes - gafanhotos e mel silvestre. Provavelmente, era considerado um louco. Mas ele foi uma voz forte que expressava uma verdade dura. Quem gosta de ouvir coisas desagradáveis, ainda que sejam verdadeiras? Quem gosta de falar coisas duras para uma plateia nada amistosa? Mas João Batista cumpriu o seu papel, pagando com a própria vida. Em nosso mundo, a maioria das pessoas gosta de ouvir palavras que "massageiam o ego" e que reforçam as crenças pessoais. Quando as pessoas são confrontadas, em geral, nem querem mais ouvir, ou criam uma barreira para a escuta. João Batista vinha com uma mensagem tenaz: "Consertem os seus caminhos; caso contrário, o fim de vocês será desastroso". Jesus Cristo afirmou nas bem-aventuranças: "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus." (Mateus 5:10) Na última guerra, numa cidade da Europa, soldados americanos descobriram num templo, que fora duramente castigado por bombardeios, uma estátua de Cristo reduzida a pedaços. Pacientemente, tentaram reconstruí-la. Mas não acharam os braços no meio dos escombros. Tiveram então uma ideia: num cartão que colaram na imagem e onde escreveram - "os meus braços são os vossos". Cristo faz muita coisa com os nossos braços, e com a nossa voz!

 

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