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Jornal Diário de Suzano - 13/06/2021
COLUNA

Sueli Barão

É evangélica, professora escreve aos domingos

Mãe

09 MAI 2021 - 05h00
Durante essa pandemia muitas mães partiram vitimadas pela COVID. Neste dia muitos filhos estão chorando porque não têm mais a mãe presente. Muitas mães estão chorando porque perderam os seus filhos precocemente. Um caso que me chamou muito a atenção foi o de uma mãe que cuidava do filho com deficiência múltipla. Quando foi diagnosticada com COVID e teve que ser internada, o seu último pedido às vizinhas foi - "Cuidem do meu filho". Eram apenas os dois. E essa mãe não voltou mais! Nos conceitos pós-modernos o amor materno é considerado uma construção histórica e social. Fala-se no mito do amor materno. Desconstrói-se a ideia de que o amor materno seja instintivo. Não vamos entrar nessa discussão. Penso que vamos aprendendo a ser mães. E cada mãe é mãe de seu jeito! Escrevo, então, a partir do que observo das mães, em geral. Mãe é uma mulher que não é perfeita. Acerta e erra como qualquer ser humano. Essa mulher imperfeita tem a ilusão de pensar que o filho é só dela. Também pudera - desenvolveu-se nela, foi amamentado por ela, foi ela quem trocou as fraldas (mesmo com a ajuda do papai), foi ela quem viu os primeiros passos, os primeiros dentinhos, quem acompanhou pela primeira vez o filho à escola. É ela quem verifica a lição de casa, ralha, briga, aconselha, vive "pegando no pé", abraça, beija, dá apertões... Mas ela pode, porque, afinal de contas, ela é a mãe, quer o filho tenha 5 ou 50 anos. Essa mulher, que consegue ser "chata" e maravilhosa ao mesmo tempo, é imprescindível. O que seria de nós sem as nossas mães? 
Quando todos vão embora, ainda assim sabemos que não estamos sozinhos, porque a mãe sempre fica do nosso lado. Mesmo quando ela parte para sempre, a presença dela é sentida. Parece que mãe está sempre por perto. O filho está na prisão? É ela quem vai visitar. Chega com a sacola cheia de biscoitos e guloseimas para o filho. Doente? É ela quem cuida e consola. O filho está dando problemas? Mesmo sem entender, ela não rejeita a sua cria. Mãe não abandona nunca. Ela é fiel até o fim. A casa da mãe é especial. Tem um sabor diferente. Tem sempre algo gostoso esperando pela gente, um abraço apertado, um carinho dobrado, uma porta sempre aberta, esperando pelo filho. Parece que tem doce. Até o pão amanhecido tem jeito de fresquinho. Por que será? A parte mais sensível de uma mãe é o seu filho. Que falta faz uma mãe! A mãe não desiste nunca. Quantas lágrimas derramadas na solidão da noite?! Todavia, no outro dia, ela começa tudo de novo. Ela sempre vai enxergar o invisível, crer no impossível, manter viva a chama da esperança. 
Por tudo isso, sou levada a acreditar que essa mulher (meio corça, meio leoa), pela imensidão de seu amor, tem muito de Deus. Sem dúvida, ela é um pedaço do céu na Terra. Essa mulher guerreira merece todo o nosso amor, reconhecimento, e a nossa gratidão por todos os dias de nossas vidas. 
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