O filme “Planeta dos Macacos - A Guerra" estreia nesta quinta-feira (2) no Centerplex de Suzano. O filme é o terceiro capítulo da trilogia, e abandona o conflito homens x macacos, mas especificamente o lado dos homens do confronto e foca sua atenção nos primatas. Este é também o filme mais longo da trilogia, com 2 horas e 20 minutos.
A trama segue de onde o antecessor de 2014 parou. Os primeiros momentos acompanham a vida em sociedade dos macacos liderados por Caesar, novamente interpretado por Andy Serkis. Eles se perguntam sobre o fim da existência dos humanos, acreditando que foram totalmente dizimados por um vírus. O senso de família e comunidade é um dos focos do novo longa. O encontro com os humanos se dá através do personagem de Woody Harrelson, um militar inescrupuloso, cuja única motivação é eliminar os macacos da Terra. Conhecido como o Coronel ele é o maior vilão da trilogia.
O ator Andy Serkis lembra-se perfeitamente - há dois anos, o diretor Matt Reeves sentou-se com ele e lhe contou, uma conversa de duas horas, tintim por tintim, o que ia ocorrer no desfecho da nova série “Planeta dos Macacos”. Serkis veio ao Brasil para divulgar “Planeta dos Macacos - A Guerra”.
Serkis é um dos atores com maior exposição e menos conhecidos do mundo. Raramente aparece com sua cara. É o Sr. 'Motion Capture'. Deu corpo ao Gollum (O Senhor dos Anéis), ao rei macaco (King Kong), é agora César no Planeta.
"Eu gosto (de não ser reconhecido. Vivemos uma época de invasão de privacidade. O que vale é o trabalho, o meu trabalho." César, que lidera a rebelião dos macacos, é um personagem fascinante. "Matt (Reeves) criou um arco dramático completo para ele." Eventualmente, Serkis representa personagens live action, e até já foi indicado para prêmios. Mas ele sabe que a motion capture ainda é um desafio para a Academia (de Hollywood). "Eles (os velhinhos da Academia?) aceitam a maquiagem, o disfarce, mas não as novas ferramentas da tecnologia aplicadas à interpretação. Os jovens são muito mais receptivos".
Por eles, Serkis já teria recebido seu Oscar. Serkis possui um estúdio em Londres, o Imaginarium, justamente para preparar atores e técnicos na tecnologia da captação de movimento que Peter Jackson desenvolveu na série “O Senhor dos Anéis”. Como ator, não vê diferença entre um personagem live action - o roqueiro de “Sexo, Drogas e Rock’n’Roll” - e o Gollum, ou César. "A pesquisa não é difere. Tenho de criar uma vida interior para todos. Nos planos a distância, a fisicalidade é essencial. Nos primeiros planos, com a câmera fechada no rosto, tanto faz que seja Hamlet ou César".