"Rita Paiva é uma sonhadora que adora desafios!". É assim que ela mesma se descreve. Essa mulher fascinada por arte e cultura, não mede esforços para colocar em prática os projetos que cria ou que está envolvida. Tem imenso prazer em formar bons profissionais que trabalham com ela e se sente honrada sempre em ver seus "pupilos" fazendo sucesso.
Rita tem formação acadêmica em Educação Artística e Habilitação em Artes Plásticas, hoje Artes Visuais. No entanto, sua carreira foi construída no jornalismo, uma vez que trabalhou anos em uma das maiores editoras da América Latina, a Editora Abril.
Confira agora a entrevista especial de Rita Paiva ao DS.
Você é de uma família tradicional de Suzano. Conta um pouco da história da sua família e a relação com o Baruel?
Sou filha de Djalma dos Santos Paiva, ex-vice-prefeito e vereador em Suzano. Neta do vô Maneco, Manoel dos Santos Paiva, que trabalhou na linha férrea e também no primeiro cinema da cidade e neta de Dona Isaura parteira, que fez nascer muitos suzanenses. Do lado de minha mãe, fui neta de Antonio e Antonia de Castro. O Baruel é um amor de criança, convivi muito com a fé de minha mãe e tias, minha avó Antonia Bianchi de Castro era filha de Roberto Bianchi.
Casado com Ernestina Maria de Jesus, ele fez morada em uma grande área no Baruel que era da família dela. Ela era muito religiosa e em uma certa época ficou muito triste com a capela desmoronada por uma tempestade. Roberto preocupado com a tristeza da esposa resolveu reunir a comunidade e reconstruir a igreja.
Ao finalizar a obra, resolveu fazer uma grande festa em setembro, dia de Nossa Senhora da Piedade, padroeira há anos da capela e em louvor ao Divino Espírito Santo pela devoção de Ernestina. Aí começou a grande e tradicional Festa do Baruel. Eu cheguei a ser festeira em 2006 nos 90 anos da festa.
Você é jornalista de formação? Conta um pouco sobre sua carreira profissional?
Na realidade eu me tornei jornalista por tempo de trabalho em uma das maiores editoras da América Latina, a Editora Abril. Lá produzi reportagens fotográficas e escrevi muito na área do segmento do it yourself ou faça você mesmo aqui no Brasil.
Trabalhei na Abril por mais de vinte anos, a Revista Manequim foi o meu porto de trabalho e minha carreira fortalecida entre outras do grupo. Idealizei vários projetos como Arte em Casa, Mamãe e Bebê, Montricot, Noiva, Fácil Fácil Festas, Ponto Cruz, a primeira revista do Brasil, e a criação da recorde de vendas Faça e Venda com tiragem de 300 mil exemplares.
Atualmente você é diretora de patrimônio cultural de Suzano e é responsável pelo Casarão da Memória. O que os suzanenses encontram lá?
O Casarão da Memória foi criado como uma "provocação", não tínhamos nem lei de patrimônio na cidade, como salvar um bem precioso entre tantos outros que foram demolidos e viraram estacionamentos? Então pensei lá no início da gestão do Rodrigo (Ashiuchi), temos que tomar conta deste casarão, que para mim sempre foi um castelo encantado desde criança.
Temos que acender as luzes para que todos vejam esta propriedade com a missão de transmitir o orgulho, a nostalgia, dar afeto através da história da cidade e aconchegar a todos com arte, cultura, gastronomia e todas as exposições fixas que fizemos nas salas internas, mostrando cada pedacinho de nossa história.