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Jornal Diário de Suzano - 14/09/2019
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‘A cultura é o que mantém a periferia viva’, diz Alessandro Buzo

Escritor comentou sobre sua história de vida e projetos literários

Por Isabelle Santini - de Suzano01 SET 2019 - 13h41
Escritor concedeu entrevista ao programa semanal do Diário de SuzanoFoto: Munique Kazihara/Divulgação
O escritor e organizador de coletâneas literárias, Alessandro Buzo, participou do programa 'DS Entrevista' e contou sobre sua história de vida na periferia, como se tornou escritor e de experiências adquiridas ao longo da vida e carreira.
 
Além de escritor, Buzo apresentou um quadro no telejornal SPTV, no programa SP Cultura, da emissora de televisão Globo, sobre a periferia de São Paulo, no qual permaneceu por três anos no ar, com 147 quadros rendidos ao longo dos anos exibidos aos sábados. “Fui em quase todas as periferias de São Paulo. Acredito que com meu quadro pude representar a periferia. As pessoas se identificaram”.
 
Ele também marcou presença na TV Cultura, atuando em Manos e Minas. Buzo escreveu 14 livros, fez dois filmes, tem uma livraria e um sarau. Buzo veio à Suzano para participar do evento 'Trajetória Literária', que foi realizado na última sexta-feira, no Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi, em convite de Ademiro Alves, mais conhecido como escritor Sacolinha, o idealizador do evento.
 
LITERATURA MARGINAL
 
O escritor é defensor da literatura marginal e conta que esse tipo de arte é independente e tem como objetivo contestar e mostrar que o periférico tem voz em ramos como a cultura. 
 
HISTÓRIA 
 
O escritor afirma que a literatura transformou a vida dele. Buzo cresceu no Itaim Paulista e andava de trem diariamente. Foi dessa ação que surgiu a ideia de criar um texto sobre o universo dos trens que geraram histórias. "Não foi nada programado. Era um texto de protesto. Não imaginava transformar em um livro", conta. Buzo distribuiu cópias desse texto, em 2000, para as pessoas que embarcavam no mesmo trem que ele. 
 
"Mandei para a ouvidoria da CPTM, mas não responderam. Essas pessoas gostaram e falaram para escrever um livro. Foi daí que surgiu a minha motivação". 
 
Segundo Buzo, um gerente da empresa em que trabalhava o ajudou financeiramente para que o escritor mandasse 500 exemplares do texto para enviar às editoras. "A partir disso quis investir mais na minha carreira. Para evoluir na cultura".
 
PRÊMIO
 
O escritor está organizando o prêmio ‘Suburbano Convicto’, que reune diversas categorias, como poetas, músicos, escritores, entre outros. A premiação vai acontecer em dezembro.
 
FILMES
 
Em 2010, Buzo criou seu primeiro filme, intitulado ‘Profissão Mc’. “É necessário se reinventar todos os dias. A cultura é o que mantém a periferia viva”, finaliza.

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