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Jornal Diário de Suzano - 28/02/2020
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Alunos de Suzano são coautores do livro ‘A cidade da gente’

Desenvolvimento do livro envolveu estudantes e professores de escolas municipais da cidade

Por de Suzano28 JAN 2020 - 23h00
Com participação de alunos de Suzano ‘A cidade da gente’ foi escritoFoto: Divulgação
Balsas (MA), Campo Verde (MT), Não-Me-Toque (RS), Paracatu, Araxá e Congonhas (MG). São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba (SP) e Pinheiral (RJ). Essas cidades têm em comum terem seus patrimônios materiais e imateriais abordados na coleção "A cidade da gente", vencedora do prêmio Retratos da Leitura 2019, promovido pelo Instituto Pró-Livro para reconhecer ações destacadas de incentivo a leitura em todo o Brasil. Agora chegou a vez da comunidade de Suzano, no interior de São Paulo, contar sua história em um novo título da coleção, patrocinado pela Suzano Papel e Celulose com recursos do ProAc.
 
Idealizado pela Editora Olhares, com autoria dos escritores José Santos e Selma Maria, o projeto já publicou livros sobre doze cidades de quatro regiões brasileiras. Mais três serão lançados em 2020, incluindo Suzano, a vizinha Mogi das Cruzes e Cruzeiro do Sul, no Acre. Cada um deles conta a história de um município brasileiro e o roteiro surge a partir da interação entre professores e alunos da rede municipal de ensino. Eles são incentivados a dissertar sobre os patrimônios de seus municípios e tornam-se guias do escritor na cidade. Assim, viram protagonistas de suas próprias histórias quando o livro toma forma.
 
"O projeto investe em uma via de mão dupla, com a pesquisa, a leitura e a escrita ajudando as crianças a valorizem seus locais de origem e, ao mesmo tempo, aproveitando esse vínculo geográfico para estimular tais atividades", considera José Santos, escritor infantil com dezenas de títulos publicados e coordenador do projeto ao lado da também escritora Selma Maria.
 
Com preocupação didática, o projeto tem o objetivo de apoiar a perpetuação e a disseminação da história das cidades abordadas e ampliar as noções das crianças locais sobre sua identidade e sobre o pertencimento à cidade e à região onde vivem, além de valorizar lugares importantes da memória coletiva da cidade.
 
Os livros da coleção se tornam importantes referências locais de conhecimento e têm sua tiragem distribuída gratuitamente para as escolas da rede pública da cidade, para que sejam utilizados pelas turmas ano a ano, apoiando as atividades didáticas em temas diversos. Sua contribuição local tem sido amplamente reconhecida por autoridades e professores locais.
 
Produzidos com recursos do ProAc e da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, os livros da coleção têm gestão cultural da Doble Cultura.
 
Em um catálogo heterogêneo, os títulos da Olhares têm em comum a proposta de estruturar o conteúdo junto com os autores, o pensamento editorial e de design entrelaçados, a articulação entre textos e imagens para a construção de uma narrativa comum. Trata de temas da cultura brasileira, em especial nos campos da arte, da história, da fotografia, da arquitetura e do design. Além de títulos relevantes nesses segmentos, a editora conquistou prêmios como o Jabuti e o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira.
 
Autores
 
José Santos é mineiro de Santana do Deserto. Vencedor do Prêmio Jabuti de livro infantil em 2016, tem 27 livros para crianças e jovens publicados, atingindo uma tiragem de 350 mil exemplares. Já teve quatro de seus títulos selecionados para o catálogo da Bologna Children's Books Fair. E cinco de seus livros foram escolhidos pelo Ministério da Educação para fazer parte do PNBE - Programa Nacional Biblioteca na Escola. Seus projetos foram feitos em parceria com importantes ilustradores como Alcy, Laurabeatriz, Girotto, Guazzelli, Jô Oliveira, Maurício de Sousa e Eliardo França. 
 
Formada em Artes Plásticas pela FAAP, a paulistana Selma Maria Kuasne cedo se envolveu com o universo da arte-educação. Além de atuar como professora de artes em várias instituições culturais, Selma dedica-se a pesquisar a Cultura da Infância, abordando as formas de brincar das crianças que vivem distantes de centros urbanos. 
 
Essa pesquisa a levou a viajar pelo interior do Brasil, especialmente à região onde Guimarães Rosa cresceu, em busca das raízes da infância do escritor.

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