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Jornal Diário de Suzano - 11/07/2020
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Pastor da palavra literária, Sacolinha fala sobre história, carreira e projetos

Entrevistado por grandes figuras da televisão, escritor participou do programa DS Entrevista na última sexta-feira

Por Carolina Rocha - de Suzano09 MAR 2020 - 18h00
Escritor contou que existe possibilidade de realizar novamente Salão Internacional do Livro de SuzanoFoto: Jackeline Lima/ Divulgação
Ele é escritor, professor e palestrante. Uma das figuras culturais mais conhecidas da cidade de Suzano. Já foi entrevistado por personalidades como Jô Soares e Antônio Abujamra, e na última sexta-feira (03) foi recebido no quadro DS Entrevista. 
 
Estamos falando de Ademiro Alves, mais conhecido como o escritor Sacolinha.
 
Alves nasceu na cidade de São Paulo em 1983. Até 2002 morou na cidade, antes de se mudar para Suzano, com a mãe e os irmãos. Já em Suzano, deu início a movimentos sociais, quando começou a atuar em uma rádio comunitária trabalhando em um programa de Rap, onde criou o Projeto Cultural Literatura no Brasil. 
 
A partir daí, começou a receber prêmios e ser reconhecido como escritor. 
 
Ele lançou o primeiro livro "Graduado em Marginalidade", em 2005.
 
Sacolinha trabalhou na Secretária Municipal de Cultura de Suzano, onde permaneceu por oito anos.
 
Na pasta, desenvolveu projetos de incentivo à leitura e foi um dos responsáveis pela criação do 1º Salão Internacional do Livro de Suzano, que trouxe à cidade escritores como Ariano Suassuna, Marcelo Rubens Paiva, Ignácio de Loyola Brandão, Moacyr Scliar, Paulo Lins, Antônio Skármeta e Fernando Gabeira.
 
Segundo o escritor, a possibilidade de haver uma segunda edição do salão internacional é grande.
 
"A gente está tentando desenvolver a segunda edição. Estamos em conversa com o secretário de Cultura e com o Secretário de Educação. Existe essa possibilidade", revelou. 
 
De 2010 a 2012 foi convidado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e Ministério da Justiça para realizar, junto à escritora Maria Valéria Rezende, o projeto "Uma janela para o mundo - Leitura nas Prisões" que visava o incentivo à leitura nas prisões federais de segurança máxima, programa pioneiro no Brasil.
 
Sacolinha fala orgulhoso sobre a participação neste projeto. "Poderiam chamar um especialista, um professor de universidade, mas chamaram a mim, chamaram a Maria Valéria Rezende, escritores, para que a gente desenvolvesse esse trabalho", lembrou. 
 
Alves conta que além do incentivo à leitura para os presos, esse trabalho também foi realizado com os funcionários das unidades, quatro na época. 
 
"A gente desenvolveu um trabalho com os funcionários, com os agentes, os policiais.
 
Porque eles reclamam bastante que tudo que vai lá é para o preso. 
 
Então a gente fez esse trabalho com eles também", contou. 
 
Seu último livro, publicado em 2019, foi "Dente-de-leão: a sustentável leveza de ser". Nesse livro, Sacolinha diz que buscou mostrar um novo estilo de vida, que adotou, e colocou em forma de livro. "Basicamente eu falo de leveza. 
 
Eu pego vários temas pesados como o agrotóxico que está na nossa comida, o chumbo que está no ar que a gente respira e falo aqui de forma mais leve, como estilo de vida", detalhou. 
 
Atualmente, o escritor tem oito livros publicados e realiza o projeto "Literatura e Paisagismo - Revitalizando a Quebrada", que visa transformar áreas por meio do grafite, plantio de árvores e literatura.

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