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Jornal Diário de Suzano - 22/10/2017
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Cultura

Mateus Sartori espera arrecadar recursos para Carnaval e admite prioridades

Secretário de Cultura de Mogi fala sobre prioridades orçamentárias e a falta de compensação das escolas de samba

Por Marília Campos - De Mogi30 SET 2017 - 10h27
Secretário afirmou que há uma expectativa para a busca de recursos e apoios na tentativa de realizar o Carnaval 2018Foto: Nilson Amâncio/DS
O secretário de Cultura de Mogi das Cruzes, Mateus Sartori, espera arrecadar recursos para o Carnaval 2018, embora reconheça prioridades orçamentárias e a falta de compensação das escolas de samba nos últimos anos. As informações foram cedidas durante entrevista ao jornalista Ayl Marques, da rádio SP/Rio 101.5 FM. 
 
O chefe da pasta afirmou que há uma expectativa para a busca de recursos e apoios na tentativa de realizar o próximo Carnaval, porém, descartou uma festividade grande, com estrutura e repasse às escolas de samba. "Como secretário, tenho um carinho muito grande pelo carnaval e desfilei em quase todas as escolas do município quando era jovem. Fizemos um trabalho maravilhoso nos últimos anos, criamos uma lei de repasses. A vontade sempre é de realizar, ninguém quer deixar de fazer a festa. Mas, como vimos nos jornais, Mogi vai fechar o ano com uma frustração orçamentária de mais de R$ 100 milhões", alertou. 
 
Uma das alternativas é o apoio parlamentar. "Cada deputado estadual e federal tem uma verba para destinar aos projetos do município, mas estamos em um momento difícil. Há possibilidade de indicação, mas não garantia de repasse", explicou. 
 
A falta de contrapartida das escolas também contribui para o enfraquecimento da realização. "Tínhamos no passado 15 escolas de samba, entre grupos especiais e de acesso. Infelizmente as escolas foram deixando de participar. Três delas não podem mais ter repasses, pela não prestação de contas dos recursos. Então foram diminuindo. Hoje, eu posso garantir que de todas essas escolas, temos apenas duas ou três com trabalhos assistenciais que dialogam com a comunidade", disse. O secretário pontuou que as escolas não tem mais gerado emprego e renda durante o período, como por exemplo, na produção de fantasias. 
 
"Grande parte das escolas tem espaços físicos maravilhosos, que podem utilizar para captar recursos. É outra visão. Hoje não é possível a prefeitura bancar tudo, temos necessidades prioritárias que não justifica gastar R$ 1,2 milhão em um evento de dois dias”. Falou ainda sobre os terrenos das agremiações e os serviços prestados por elas. “As escolas de samba nos bairros são terrenos públicos, repassados para desenvolver ações para a comunidade, independente do carnaval. Por exemplo, a Águia de Prata, Vila Industrial, dá aulas de zumba, boxe e cede o espaço para festas de aniversário. A gente não pode investir se apenas duas ou três escolas prestam esse serviço corretamente", concluiu. 

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