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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
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SOUZA ARAUJO

11,3% dos bebês que nascem nos hospitais do Alto Tietê são prematuros

06 DEZ 2015 - 07h01

Em 2015, no Alto Tietê, 11,3% dos bebês que nasceram, em hospitais públicos e particulares, são prematuros. Ou seja, 11 em cada 100. De janeiro a outubro, a região registrou 13.276 nascimentos. Do total, 1.101 não haviam completado as 37 semanas de gestação. O balanço foi calculado pelo DS a partir de dados enviados pela Santa Casa de Mogi das Cruzes, Hospitais Ipiranga de Mogi e Arujá, Regional Dr. Osíris Florindo Coelho de Ferraz de Vasconcelos e Geral de Itaquaquecetuba, o Santa Marcelina.

Segundo o coordenador de ginecologia e obstetrícia da Santa Casa de Mogi, Gilberto Lozano, a prematuridade representa, na atualidade, o maior desafio da medicina perinatal, seja pelos elevados índices de morbimortalidade , seja pelo potencial risco de comprometimento da qualidade de vida, tanto de familiares quanto do próprio recém nascido.

Entre os motivos mais recorrentes que levam o bebê a nascer antes de completar 38 semanas de vida, está às infecções urinarias e vaginais, além de baixo nível sócio econômico, "este último responsável por uma série de fatores que vão desde a baixa adesão ao pré-natal, até precárias condições de suporte ao recém nascido".

Para se ter uma ideia, a Santa Casa mogiana faz em média 450 partos por mês. A média de nascimentos prematuros varia e gira em torno de 33 a 63 casos mensais. Somente neste ano, a unidade registrou 415 bebês prematuros. No mesmo período de 2014 nasceram 525. No Hospital Ipiranga de Arujá nasceram 1.176 bebês de janeiro a outubro, destes 94 não haviam completado as 38 semanas de vida (veja mais detalhes na tabela).

Nas unidades particulares as principais causas de nascimentos de bebês prematuros estão relacionadas à saúde das mães, com destaque para a ocorrência de doenças como infecção urinária, pressão alta, descolamento prematuro de placenta, diabetes, alterações de tireoide, infecções congênitas (toxoplasmose, citomegalovírus, sífilis, HIV).

A coordenação do Ipiranga frisa ainda que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o uso de drogas também auxiliam uma má gestação. Entre outros problemas comuns estão gravidez múltipla, encurtamento do colo do útero, má formação fetal, sangramento vaginal, menos que seis consultas de pré-natal realizadas, parto prematuro prévio, aumento do volume de líquido amniótico e doenças como pré-eclampsia - hipertensão desenvolvida durante a gravidez - e diabetes.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o Regional de Ferraz e o Geral de Itaquá são referências em atendimento às gestações de alto risco para pacientes do Alto Tietê, encaminhadas pelas unidades de saúde municipais. Em ambos os hospitais, a incidência de partos prematuros é menor se comparada ao índice nacional - 12%. Em Itaquá, por exemplo, são realizados 360 partos mensalmente, em média; do total, 7% correspondem a casos de prematuridade. No regional de Ferraz, o índice é de 9%, de uma média mensal de 290 partos, entre normais e cesáreas.

Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) quer avaliar a eficácia de um novo tratamento para prevenir o parto prematuro. Os pesquisadores da instituição avaliam se a associação entre o tratamento com hormônios e um anel de silicone reduz as chances de parto prematuro entre as mulheres que tenham encurtamento do colo do útero.

No Senado a ampliação da licença à gestante está em tramitação. A prorrogação do benefício foi sugerida em Proposta de Emenda à Constituição (PEC 99/2015) e deve ser deliberada em plenária antes de ser enviada a presidente Dilma Rousseff (PT). A Prefeitura de Suzano também foi procurada para enviar dados da Santa Casa suzanense, mas até o fechamento desta reportagem não se posicionou.

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