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Jornal Diário de Suzano - 23/10/2021
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Demarcações irregulares são feitas em terreno próximo ao Rodoanel

12 AGO 2016 - 08h01

Um terreno na Avenida Nazaré Paulista, em Itaquaquecetuba, próximo ao Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21) recebeu 29 demarcações irregulares. Os limites foram feitos com cordões e arame, dividindo a área para futuras construções. No local também há dois barracos construídos. Uma moradora do bairro contou que o terreno é frequentemente ocupado.

Cada lugar demarcado possui cerca de 10 metros de largura por 20 de cumprimento. O trabalho feito no lugar sugere que os ocupantes trabalharam juntos e dividiam por igual o terreno. O trecho, com mais de 300 metros de extensão, fica entre a linha férrea da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Rio Tietê, que passa por baixo.

Devido à proximidade ao anel viário, o DS entrou em contato com a SPMar, concessionária responsável pela operação e manutenção da via. A empresa informou que a equipe de operação realiza diariamente a avaliação da faixa de domínio do Rodoanel. Segundo a SPMar, ainda ontem a equipe passou pela região de Itaquaquecetuba para avaliar se há ocupações indevidas na área de concessão.

A avaliação não foi divulgada ainda. Segundo a concessionária, caso seja confirmado, os órgão responsáveis serão acionados para iniciar a ação de reintegração de posse imediata. Em caso de apenas demarcações, o terreno será limpo. Ainda de acordo com a SPMar, por uma questão de segurança viária e proteção do sistema Rodoanel, qualquer construção não permitida na faixa de domínio é retirada de forma imediata, sem necessidade de abertura do processo judicial.

Todo o percurso é cercado apenas pelo muro da CPTM e o rio. A comerciante Patrícia de Souza, de 42 anos, que possui um estabelecimento alguns metros à frente do local, contou que as ocupações são frequentes. "Direto eles tentam invadir o local. Mas os responsáveis pelo local não deixam e os tiram. Já acontece há anos. Acredito que o terreno é particular", contou Patrícia.

A comerciante também falou sobre a situação do local, que não tem policiamento ou iluminação. "Eles deixam o local desse jeito. Seria melhor deixar o pessoal lá, então. Vê quem precisa de moradia e deixar o pessoal construir. Do jeito que está, o pessoal que vai até a estação é assaltado o tempo todo, o local não tem luz, é uma escuridão, e aqui também nunca vem polícia", contou.

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