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Famílias de vítimas de acidente na Mogi-Bertioga querem indenização

23 JUN 2016 - 08h01

 As famílias de 11 das vítimas do acidente de ônibus na Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-98), a Mogi-Bertioga, anunciaram ontem que pretendem processar a empresa que oferecia o serviço de transporte e a Prefeitura de São Sebastião. Ao todo, 18 pessoas morreram na noite do dia 8 de junho, quando o coletivo que vinha de Mogi das Cruzes tombou na via. O veículo trazia estudantes universitários de volta para São Sebastião, no litoral paulista. O motorista também morreu no acidente.

Segundo o advogado que representa as famílias, José Beraldo, a defesa vai cobrar providências do Ministério Público, para que responsabilize criminalmente o dono da empresa União do Litoral, que faz o transporte dos alunos mediante contrato com a prefeitura de São Sebastião. Em outra frente, serão apresentadas ações individuais pedindo indenização da Prefeitura de São Sebastião e da empresa.

Ausências

Viúva de uma das vítimas, a doméstica Domingas de Carvalho Souza disse que a filha de 1 ano, Noemi, sente muita falta do pai, o estudante de engenharia Aldo de Carvalho Souza, morto aos 28 anos no desastre. “Teve um dia que ela pegou o tênis dele e não queria soltar, ficou agarrada”, contou.

O filho mais velho do casal, Gianpaolo, de 9 anos, também não se conforma com a ausência do pai. “Ele não está compreendendo. Ele quer entender, mas é difícil”, disse Domingas, que gostaria de ter acompanhamento psicológico para as crianças lidarem com a situação.

No momento do acidente, Aldo tentou, de acordo com Domingas, mandar uma última mensagem, ao perceber que o risco era iminente. “Ele mandou uma mensagem dizendo que me amava. Acho que no desespero, ele não conseguiu escrever e tentou gravar um áudio. Aí vem aquele barulho e o grito de desespero”, descreveu.

Domingas contou ainda que há muito tempo Aldo reclamava das condições dos coletivos que faziam o trajeto do litoral para as universidades em Mogi das Cruzes. “Estava procurando serviço, mandando currículo para cá. Porque não estava aguentando o trajeto por causa do ônibus. Muitas vezes quebrava ou não avisava que ia chegar mais tarde.”

Segundo o relato da viúva, os veículos tinham até problemas de falta de higiene, que incomodavam os passageiros. “Ultimamente ele chegava em casa reclamando muito, até da higiene do ônibus. Tinha enxaqueca, dor de cabeça. Falava que não estavam nem limpando o ônibus.”

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