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Jornal Diário de Suzano - 20/10/2020
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SOUZA ARAUJO
ÚNICCO POÁ

Impeachment abre discussão entre organizações civis e igreja na região

27 MAR 2016 - 08h01

A crise política do País serviu para dar voz a um grande número de organizações civis, entidades, associações e igrejas que passaram a discutir o assunto mais publicamente.

Entidades como a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Suzano, Regional do Centro das Indústrias do Estado (Ciesp), em Mogi das Cruzes, Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano se alinham ao movimento engajado em defender o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT).

Mas, há voz dissonante. A Curia Diocesana de Mogi das Cruzes, por exemplo, defende a “cautela”.

Nesta semana, decisão da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) - que defende, desde o final do ano passado o impeachment da presidente - serviu como base para o posicionamento da entidade no Alto Tietê . “O Brasil está parado com o agravamento da crise política e com reflexos gravíssimos na economia, numa recessão que avança a cada dia”, disse o diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê, José Francisco Caseiro. Segundo ele, no caso específico da indústria do Alto Tietê, “vivemos o pior momento, com um saldo que ultrapassa sete mil demissões nos últimos 12 meses e produção parada”. Para ele, esse cenário só vai se alterar com a adoção de uma política econômica séria e o restabelecimento da confiança dos investidores em um governo com credibilidade.

O presidente da OAB de Suzano, advogado Wellington da Silva Santos, é a favor do impeachment. “Desde que sejam garantidos os direitos constitucionais”.

Para ele, as informações do processo da Lava Jato ajudam a mostrar à sociedade o que realmente está acontecendo no País.

O presidente da ACE de Suzano, Neder Romanos, é a favor do impeachment. “É necessário que ela (Dilma) saia para criar expectativa, porque a população está querendo que algo novo apareça. Quero acreditar que dá para mudar de alguma forma”,disse.

Para Romanos, a presidente não consegue “se mexer e nem se mobilizar”. Para ele, o empresário está prejudicado, assim como os trabalhadores.

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