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Indústria de água teme contaminação da Fonte Áurea após chuvas

21 JAN 2016 - 07h01

Uma indústria de água de Poá teme a contaminação da Fonte Áurea após as chuvas que atingiram a cidade no início deste mês. A empresa já contabilizou prejuízo de R$ 2,2 milhões. As perdas podem ser maiores, pois até ontem, trabalhadores contabilizavam os estragos. O estoque de mais de um milhão de garrafas de água foi perdido e mais um milhão de copos d'água será descartado, por correr risco de contaminação. O estoque equivale a dois meses de trabalho.

Segundo o gerente, Renê Rodrigues, a indústria ainda não pode retomar as atividades, entre os motivos está a perda de maquinários, estrutura e meteorologia. Os 65 empregados da unidade trabalham na limpeza do local. "Atrás da Fonte Áurea há uma área de proteção ambiental, que não pode receber encanamento ou ter contato com águas pluviais. Em 2008, a própria Prefeitura colocou uma tubulação nesta área e hoje o esgoto é despejado neste local. Nossa preocupação é que a nascente seja contaminada, pois uma vez contaminada não existe a descontaminação de água mineral", explica.

O gerente diz que mesmo com a queda do muro de três metros, não houve contato da fonte com as águas pluviais, mas afirma que a bacia não está preparada para receber um grande volume de água, semelhante ao que recebeu durante o último temporal. "Nossa preocupação é que haja este contato. Até agora a Prefeitura não nos ajudou em nada. O assoreamento da nascente do córrego Tucunduva e o despejo das águas fluviais na área protegida são dois dos fatores que levaram a este desastre", frisa.

Rodrigues diz que no momento da tragédia a empresa estava vazia, mas o porteiro quase foi carregado pelas águas que atingiram 1,70 m de altura. Além de perder o estoque, a indústria teve maquinários e geradores estragados. Grande parte da estrutura do galpão, onde ficam os descartáveis, piso, telhado e muro de arrimo, foi destruída.

"Tentamos contato com a Prefeitura, eles vieram até aqui, mas não nos ajudaram em nada. Se isso (enchente) acontecer novamente não sei o que nos restará. Neste momento, não trabalhamos na produção, pois não sabemos se voltará a chover, se o calor voltar não daremos conta de atender os clientes. Estamos de mãos atadas", lamenta. O gerente afirma ainda que esta é uma tragédia anunciada, pois briga há dez anos com a municipalidade por causa do lançamento do esgoto na área. Agora, o departamento jurídico da empresa estuda medidas para solicitar à Prefeitura o ressarcimento dos danos.

PREFEITURA

Em nota, a administração disse que os empresários deveriam diminuir o risco da área e fazer um muro de arrimo reforçado e redimensionar as galerias do córrego canalizado que passa debaixo da empresa. Por meio da Secretaria de Obras e de Meio Ambiente, a Prefeitura frisa que esteve na área, em novembro de 2015, vistoriou o entorno da área do Parque da Prefeitura, verificou as obras necessárias para desvio da drenagem pluvial, retirou o lançamento de dentro do parque e destinou a um sistema paralelo ao córrego Tucunduva.

"(Os empresários) Foram informados que para estas obras seria necessário a inclusão no orçamento municipal, e em 2015 seria impossível realizar tal interferência por não ter no orçamento esta dotação. O sistema de drenagem que existe hoje foi feito anos atrás, portanto, a Prefeitura entrará com medidas corretivas de drenagem, sendo que o projeto de adequação já está pronto", frisa a nota, sem informar data para início das obras.

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