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Indústrias do Alto Tietê acumulam 6.150 demissões em 12 meses

17 DEZ 2015 - 07h01

 As indústrias do Alto Tietê acumulam fechamento de 6.510 demissões em 12 meses. Número corresponde a queda de -8,82%. Em um ano, a queda atinge o nível de -8,57%, ou 5.950 postos de trabalho fechados.

Já no mês passado, pelo 10º consecutivo, o nível de emprego industrial no Alto Tietê registrou resultado negativo. Em novembro deste ano, a variação registrada foi de -1,84%, o que significou uma queda de aproximadamente 1,2 mil postos de trabalho. Ao se igualar ao número do mês anterior, as demissões voltam a ser recorde na indústria da Região, com o pior desempenho desde 2005, segundo pesquisa do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) divulgada ontem.

O índice de demissões registrado em novembro coloca o Alto Tietê na 31ª posição no ranking das 35 regiões industriais do Estado de São Paulo. Os resultados apurados na Região estão bem acima da média registrada para o Estado (-0,80%) e para a Grande São Paulo (0,75%).

"Não há mais qualquer esperança de recuperação para 2015. Foi um ano perdido para a indústria do Alto Tietê, que deve encerrar esse período como o pior da sua história e cerca de 10 mil trabalhadores a menos. Estamos acumulando perdas em cima de perdas e as demissões são inevitáveis. O foco, agora, é tentar sobreviver e esperar que a partir do segundo semestre venha algum indicativo de retomada, o que vai depender também de um desfecho para essa crise política que afeta ainda mais a economia nacional", avalia José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê.

Em novembro, o nível de emprego industrial no Alto Tietê foi influenciado pelas variações negativas dos setores de Produtos Têxteis (-9,10%); Celulose, Papel e Produtos de Papel (-2,40%); Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-1,61%) e Produtos de Minerais Não-Metálicos (-1,61%).

Quando comparados os meses de novembro dos anos de 2014 e 2015, temos um cenário pior, pois em 2014 o resultado foi negativo em -1,07%. Aliás, novembro de 2015 foi o pior da série histórica medida pelo Ciesp desde 2005, quando houve crescimento de 0,81%.

O resultado de novembro (-1,84%) praticamente foi idêntico ao registrado em outubro passado (-1,83%) e foi o 10o mês consecutivo com demissões em alta.

No Estado, o mês de novembro contabilizou saldo negativo de 19 mil vagas, com 19.037 demissões e apenas 37 contratações pelas indústrias. (Leia mais na página de Economia).

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