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Instituto de proteção ambiental denuncia aterro clandestino em Itaquá

30 JUN 2016 - 08h00

 O Instituto Latino Americano de Proteção Ambiental (Ilapa) denunciou ontem a existência de um aterro clandestino de descarte irregular de entulho, no Parque Piratininga 2, em Itaquaquecetuba. De acordo com o presidente da entidade, Gustavo Ferreira, o local recebe diariamente mais de mil caminhões de origem do município, Cotia, Guarulhos e Capital.

O despejo de material foi denunciado pela população, que notou o aumento do fluxo de veículos pesados carregados de entulho de construção civil e lixo particular. Até então, o esquema gerava uma rotatividade de aproximadamente mil caminhões diariamente. Todo o despejo era feito de forma ordenada, já que havia um credenciamento dos veículos e uma cobrança no valor de R$ 80.

Segundo o presidente da entidade, os moradores foram orientados a denunciar a ação irregular, no entanto, foi descartada por possíveis retaliações dos donos do terreno. "No domingo, eu fui até o local, mas não vi nenhuma movimentação. Há provas documentadas que mostram eles chegando. Eles têm medo porque ouviram que o local pertence a policiais", disse.

Ferreira disse ainda que realizou uma pesquisa no sistema da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para descobrir se o local tinha alguma licença ou alvará da Prefeitura. "Este tipo de ação deve ter licença do órgão fiscalizador e, inclusive, permissão da administração municipal. No entanto, não pôde ser encontrado nenhum documento permitindo os trabalhos ali".

Questionado sobre qual medida o instituto tomaria, o advogado destacou já ter procurado a Seccional de Mogi das Cruzes e Delegacia do Meio Ambiente."Já denunciamos, porém estamos aguardando para ver quais providências serão tomadas daqui para frente".

Já sobre os danos causados ao meio ambiente, o presidente do instituto ressaltou que o descarte de tais materiais já pode ter atingido o lençol freático, além de ter aterrado uma nascente que passa pelo terreno. "Como é muito despejo, a probabilidade de que tenha poluído é grande"

Ao DS, o advogado questionou o motivo da agência fiscalizadora de meio ambiente, que atende pelo município, ter sido transferida para a Capital. "Fica meio estranho, porque a de Mogi das Cruzes não responde mais. E a mais provável seria de Guarulhos, que também não tem responsabilidade", disse.

A expectativa do presidente da entidade é de que a denúncia seja apurada ainda pelo Ministério Público (MP). "Acredito muito no trabalho do delegado Marcos Batalha, mas também comunicamos ao MP. Isto porque os poderes Executivo e Legislativo da cidade não estão se preocupando. É algo inadmissível", finalizou.

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