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Justiça absolve ex-delegado de Itaquá dos crimes contra a fé pública

30 SET 2015 - 08h01

 O advogado e ex-delegado de polícia, Mauro Reinaldo Ricardo, foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, na última segunda-feira, dos crimes contra a fé pública. Em 2004, o advogado era delegado titular em Itaquaquecetuba e foi acusado de desvio dos carros furtados e roubados, que eram apreendidos pela polícia; de realizar leilões ilegais dos veículos e de utilizar placas frias em carros particulares. Ricardo diz que o caso apresentou muitas impropriedades e incoerências, o que contribuiu para sua absolvição. Ele diz ainda que os delitos que ocorreram foram resultado de uma desorganização e sem intenção.

"Foram muitas incoerências. Em primeiro lugar, como eu consigo desviar uma coisa que vai ser licitada em leilão? No entanto, eu fui acusado do desvio desses veículos e o processo administrativo foi instaurado em virtude desse fato. Em segundo lugar, o diretor da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) que também realizou leilões, em mais quantidade do que eu, ainda está no serviço público. Ele foi absolvido durante o processo administrativo", relatou.

Quanto aos leilões irregulares, o ex-delegado afirmou que, na época, a delegacia tinha um cartório muito bagunçado e um escrivão desorganizado. E que por esse motivo, cerca de sete veículos que estavam vinculados a inquéritos policiais e não deveriam ir a leilão, acabaram sendo leiloados. "Eu posso dizer que a bagunça que o escrivão fez no cartório naquela época foi responsável por isso. Eu diria que houve um delito culposo", ressaltou.

Em relação às placas frias, Ricardo confessa que tinha uma pick-up no nome de sua esposa, no qual utilizava o recurso. "Me condenaram por isso, mas nenhum laudo foi feito no veículo, e isso era obrigatório. Meu carro não estava com lacre rompido ou numeração arranhada. Só tinha colocado uma placa na frente da placa dianteira para poder fazer trabalho e ter minha identidade preservada".

A demissão de Ricardo do cargo de delegado ocorreu em 2009. Depois disso ele investiu na carreira de advogado. "Com a minha demissão, prestei concurso para Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). E advogo desde então". Em relação à reintegração ao cargo de delegado, ele afirma que estudará, junto a seus advogados, a possibilidade de fazer revisão administrativa. "Esse é um assunto a ser analisado. Preciso verificar se é conveniente ou não".

O advogado afirma que todo o processo até a sua absolvição foi doloroso e cansativo. Que na época os meios de comunicação foram severos, porém afirma não guardar rancor. "Fui execrado, todo mundo pré-julgou, alguns amigos se afastaram e eu tive que recomeçar. Graças a Deus eu sou um batalhador e refiz minha vida. Agora é seguir em frente".

Mesmo assim ele afirma que esse caso ainda não chegou ao fim. "A história não acabou, pretendo movimentar algumas ações, como uma revisão administrativa e uma criminal. Estou juntando provas novas que mostrarão o absurdo de como tudo foi direcionado", finalizou.

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