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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
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Marcos Borges destaca obras e aponta educação como prioridade

26 MAR 2016 - 08h01

Comemorando hoje o aniversário de 67 anos de emancipação político-administrativa da cidade de Poá, o prefeito Marcos Borges (PPS), em entrevista para o DS, contou que no último ano entregou 41 obras diferentes no município, que envolveu a revitalização de diversos bairros e ruas. Como prioridade, Borges destaca as obras realizadas no setor da educação, como a abertura de novas creches para atender o déficit da cidade. Além disso, o prefeito falou sobre a previsão de conclusão de obras para este ano, como o esperado piscinão. Ele ainda confirmou sua candidatura como prefeito para a eleição deste ano e afirmou ainda não ter escolhido seu vice.

Diário de Suzano - Qual o principal desafio antes de terminar o ano?

Marcos Borges - O principal desafio é a conclusão do piscinão, mesmo que não na sua totalidade. Porque ao redor, o reservatório irá receber uma obra de revitalização com área de lazer. É um projeto urbanístico bastante interessante que vai valorizar a região, amenizando o impacto que o piscinão vai causar ao entorno. Outro grande desafio é trabalhar para, se não zerar o déficit no número de vagas em creches, amenizar a situação. Além disso, temos uma dependência do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) proveniente do banco Itaú. Das ações mercantis realizadas no território nacional, a receita vem para a cidade de Poá, porque aqui prestamos os serviços, na sede de Poá.

DS - Qual o balanço do seu mandato?

Borges - Eu faço um balanço de todo esse período, desde 2014, como muito bom. Nós pudemos entregar uma quantidade de obras fantásticas. Quando eu olho até me causa espanto. Foram obras importantes num total de 41, que vieram revitalizar bairros, resgatando a dignidade e o amor das pessoas por esses bairros. Isso mostra o dinamismo da administração, a dedicação de todos que compõem o governo junto comigo para promover o melhor para cada um dos cidadãos poaenses.

DS - O que está sendo feito para diminuir a superlotação do Pronto Atendimento de Poá?

Borges - A questão da área da saúde é muito complexa. Nosso Pronto Atendimento está com superlotação. Pedi um relatório, balanço, sobre essa situação. Até pessoas de São Miguel Paulista estão sendo atendidas aqui e não temos estrutura para toda essa demanda. Podemos atender 400 pessoas, em média, no dia, e chegamos a atender 700 a 800 por dia. Sufocando o atendimento.

DS - Como está o processo das obras do Piscinão? Há outros projetos previstos para amenizar a situação da cidade na época de chuvas?

Borges - A obra do Piscinão está a todo vapor. Mas só ela não resolve. Quando acontecem enchentes, a água vem da Avenida Capitão Francisco Inácio, exatamente onde o Córrego do Itaim é mais ‘estrangulado’. Lá em cima ele tem oito metros, quando chega na ponte no Centro, ele diminui para quatro metros e meio. A pressão causa o alagamento. Então em vez de a água vir por cima, vamos pôr para correr por baixo. Por isso estamos ‘planilhando’ o projeto de galerias. Para identificar o custo e buscar recursos porque a cidade por si só não tem condição de arcar com os custos.

DS - Como estão os projetos para auxiliar as famílias e comerciantes que foram prejudicados pelas chuvas?

Borges - Aos comerciantes, a Prefeitura concedeu isenção do IPTU. Mas a Prefeitura e nenhum outro governo possui sociais para indenizar empresários que tenham sofrido prejuízos por enchentes, alagamentos ou incêndios. Já para as famílias afetadas, além da isenção do IPTU, estamos concluindo o processo, de acordo com o diagnóstico da assistência social, de compensação em dinheiro para amenizar o impacto e o problema. É o mínimo que poderíamos fazer.

DS - Como está o andamento do Projeto de duplicação do Viaduto Tancredo Neves? É viável e está previsto o início de alguma etapa neste ano?

Borges - Esse ano não dá para iniciar nenhuma etapa. É uma obra cara que estamos buscando recursos junto às esferas estadual e federal. Também mandei fazer um estudo para ver o que é mais viável. Se é uma alça, um viaduto ao lado desse ou outra transposição na Rua Batuíra. Pedi para fazer estudo para ver quando a obra é mais viável e com menor impacto financeiro.

DS - Recentemente foi dado início à construção da base de segurança do Jardim Nova Poá. Há outras bases para serem construídas?

Borges - Essa base da Guarda Civil Municipal (GCM), na Nova Poá, é um projeto que já viemos discutindo como sendo muito interessante. A ideia é levar para outros pontos da cidade, inclusive para o bairro São José. Já pedi para encontrar uma área lá que seja da Prefeitura, para que ali a guarda e a Polícia Militar, que já se prontificou em trabalhar em parceria conosco, possam desenvolver as atividades. A ideia é construir mais quatro bases dessas, principalmente nas regiões que estão nas fronteiras com outras cidades.

DS - Sobre a crise financeira, como Poá está se organizando nesse período?

Borges - Dentro dessa questão, temos que nos adequar à realidade. Se não dá para fazer investimentos, temos que nos organizar para fazer manutenções. Por isso que eu falo, qualquer coisa no sentido de falar que vamos realizar, fazer e acontecer, é muito prematuro. Porque a arrecadação vem caindo mês a mês. É preocupante, temos que manter o controle. Não há outra forma.

DS - E há previsão de trazer uma Delegacia Defesa da Mulher para Poá?

Borges - Não depende da Prefeitura. Já fizemos diversos pedidos para o governo do Estado. Trabalho nesse sentido não falta. É um projeto que não está engavetado. Mas não sei se vamos conseguir. Em um momento como esse as coisas se tornam mais complexas, mas é um projeto que é um sonho e um desafio.

DS - Qual o déficit de vagas nas creches? Quantas já foram entregues?

Borges - Em 2015 entregamos duas creches, em locais que locamos e transformamos em creches. Em 2014, tínhamos um déficit de 2,6 mil crianças fora da creche. Ainda em 2015, baixamos esse número para 1.950 crianças. Hoje, por conta desse trabalho e mais duas creches que vamos inaugurar agora, esse déficit caiu para 1,1 mil. Trabalhando nesse ritmo e com mais uma creche que deve ser entregue em junho, vamos chegar ao final do ano com um número bastante confortável.

DS - Como o senhor avalia seu mandato até o momento? Qual nota daria a ele?

Borges - Nota? (risos). Foi um ano que produzimos muito. Em um ano realizamos muita coisa, como revitalização total do bairro da Vila Varella, revitalização da Avenida Adutora na Nova Poá, inauguramos dois Cras, revitalizamos uma praça o Jardim São José. Foram muitas coisas. O total de 41 obras realizadas na cidade de Poá. Deixando a modéstia de lado, eu diria oito. Porque dez é muita pretensão (risos).

DS - Qual foi o principal feito de seu mandato até o momento? E o que o senhor faria de diferente?

Borges - Acho que as questões da educação são fantásticas. Porque é onde vão produzir as cabeças do futuro. Já começam a desbravar aquele campo cheio de incertezas, introduzindo os jovens no caminho do conhecimento. Essa, para mim, é uma das maiores obras. Porque o conhecimento, o saber, ele não ocupa lugar, é seu e você levará para sempre. Acho que de tudo que fizemos até então, eu não faria nada diferente. Se tivesse que fazer novamente, faria tudo igual.

DS - O que esperar nas eleições deste ano? Já escolheu um vice?

Borges - A eleição, nesse momento, ainda é uma incógnita. Mas estamos nos preparando. Preparando o partido e os pré-candidatos a vereador. Trabalhando para ir novamente para o embate. Tenho absoluta certeza que a população tomou conhecimento de todas as ações realizadas no mandato, saberá fazer uma avaliação e a sua escolha. A partir daí depende do povo, já não depende mais de mim. E eu continuo no PPS (Partido Popular Socialista) porque é um partido que eu não me envergonho de dizer que pertenço. Ainda é cedo para decidir o vice. Muita água ainda vai passar. Mas tenho certeza que será uma boa composição se reeleito para administrar a cidade.

DS - Qual mensagem que deixa para a população neste aniversário?

Borges - Otimismo e esperança em um futuro melhor, para todos os brasileiros que acreditam que o Brasil é muito maior do que tudo que está acontecendo. Depois dos criminosos serem julgados, o País será outro. E vai sobrar dinheiro para melhorar a saúde e a educação.

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