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França fecha fronteiras após atentados deixarem mais de 100 mortos

13 NOV 2015 - 22h30
O presidente da França, François Hollande, determinou, agora a noite, o fechamento das fronteiras do país após os vários atentados registrados em Paris.  Ao menos 100 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em diversos ataques, entre eles, houve dois suicidas, uma bomba foi explodida perto do Stade de France à noite, durante jogo entre as seleções da França e Alemanha, e contabilizaram ao menos três tiroteios espalhados pela capital francesa. Até o fechamento desta edição, não havia informação sobre aumento de mortes e quantidade exata de ataques. O Itamaraty confirmou que dois brasileiros estão entre os feridos.

A emissora de televisão France 24 citou relatos da polícia de que cerca de 100 pessoas morreram dentro da casa de shows Bataclan em Paris, onde policiais entraram e mataram dois terroristas, segundo as autoridades. Tiros e explosões foram escutados no local logo após o presidente da França ter feito o comunicado. Testemunhas do ataque ao Bataclan disseram que um dos atiradores gritava "Deus é o maior", em árabe, segundo a France Presse.

“Ninguém poderá entrar para cometer qualquer ato contra a França”, disse Hollande. O objetivo, explicou, é também impedir que os autores dos crimes saiam do território. “É uma provação terrível que nos acomete. Sabemos de onde vêm, quem são esses terroristas, esses criminosos.”

Hollande expressou sua compaixão às famílias das vítimas mortas e feridas. Ele ressaltou, ainda, que este é o momento da França mostrar “unidade e sangue frio frente o terror”. “A França deve ser forte, deve ser grande. E as autoridades devem ser duras. E seremos”.

Mostrando firmeza diante de todo o medo que se instalou na França nesta sexta-feira, o presidente francês disse estar ciente que esse foi um ato terrorista e que os terroristas querem fazer medo, querem deixar o país apavorado.

A presidente Dilma Rousseff (PT) manifestou, por meio do Twitter.“Consternada pela barbárie terrorista, expresso meu repúdio à violência e manifesto minha solidariedade ao povo e ao governo francês”, escreveu.
 

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