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Vereadores absolvem Acir Filló de acusações e arquivam cassação

05 JUL 2016 - 08h00

Os vereadores da Câmara de Ferraz de Vasconcelos votaram, na manhã de ontem, pelo arquivamento do processo para a cassação do mandato do prefeito afastado, Acir Filló (PSDB). A decisão foi tomada durante a sessão extraordinária da Casa de Leis, que durou quatro horas e meia. Foram oito votos a favor da cassação do parlamentar, contra nove votos que o absolveram.

A sessão teve início às 9 horas e se encerrou às 13h30. O trecho em frente à Câmara Municipal foi fechado e teve apoio, caso os ânimos ficassem exaltados, da Polícia Militar, da Guarda Civil (GCM) e do Departamento Municipal de Trânsito (DMT). Cerca de 100 pessoas assistiam à sessão do lado de fora, já que a votação foi fechada ao público. Palavras de repúdio e apoio ao prefeito eram pronunciadas pela população.

O chefe afastado do Poder Executivo, Filló, respondia por suspeita de improbidade administrativa. O processo acusava o parlamentar de possuir patrimônio incompatível com o valor do rendimento do cargo, com denúncia de ter o valor estimado de R$ 6 milhões em imóveis e outros bens. No documento havia também denúncias sobre suspeitas de fraude em licitação de contratação de uma empresa de coleta de lixo, que pertence à uma funcionária municipal, além da suspeita de que R$ 50 mil, em dinheiro público, teria sido utilizado por Filló para a promoção da rede social Faceglória.

Os dois advogados do prefeito estavam presentes na sessão. A defesa argumentou que, além de haver falhas no processo burocrático, a comissão não possuía provas sobre nenhuma das acusações. "O prazo pra o processo de investigação já se expirou. Não existe prova alguma de irregularidade. A sensibilidade nas prestações de serviço, como foi citado, só demonstra que os serviços foram prestados", pontuou o advogado Thiago Silva Machado.

Com a abertura da votação, às 12h50, os vereadores apenas responderam sim, a favor da cassação, e não, para aqueles que eram contra o processo (veja como votou cada vereador em quadro abaixo).

De acordo com Filló, que aguardava o resultado da votação em um dos cômodos da Câmara (ele não acompanhou a votação), as denúncias foram fruto de "politicagem". "A Câmara é um poder independente, autônomo, e votou de forma correta. Fez justiça porque não houve irregularidades, isso foi uma denúncia política, politiqueira", afirmou

VEREADORES

O vereador Cláudio Ramos Moreira (PT) votou a favor da cassação de Filló. De acordo com ele, as denúncias tinham legitimidade. "A gente acompanhou o processo da comissão. Nós fizemos denúncias em relação à empresa citada ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas do Estado desde 2014. Infelizmente o plenário é soberano. Acho que cada vereador vota de acordo com sua consciência. Eu, desde início me coloquei em oposição ao governo do Filló", explicou o petista.

Já a parlamentar Ana Acilda Alves da Silva (PV) votou contra a cassação. Segundo ela, não houve consistência nas acusações. "Não foi consistente para a cassação. Eu acredito que haja outros processos e, havendo, a Câmara não vai se refutar, mas apurar", explicou. Para ela, os erros apontados pela defesa embasaram sua decisão.

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