O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, afirmou ontem que a possibilidade de alta do Imposto de Importação (II) para produtos siderúrgicos está em "análise" no governo por recomendação da presidente Dilma Rousseff (PT). Monteiro traçou um cenário pessimista se o Brasil não adotar medida de proteção para a indústria nacional, como está sendo feito em outros países. Na sua avaliação, as condições para o setor no Brasil podem se agravar "mais e mais". "Esse assunto está em pauta há dias no governo", afirmou, após participar de uma reunião com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e dirigentes da Confederação Nacional da Indústria. (CNI). "Não temos decisão tomada sobre esse tema. O que nós sabemos é que o setor siderúrgico vive um momento muito difícil no mundo e que há um surto de medidas protecionistas e defesa comercial em todos os mercados siderúrgicos", argumentou. Entre as ações protecionistas que vêm sendo adotadas pelos países, ele citou imposição de medidas de direitos compensatório, salvaguardas e antidumping. "Ora, se o mundo faz isso e o Brasil não faz nada, esse excedente vem para o Brasil", alertou. "Precisa se construir uma medida de maneira equilibrada e adequada", acrescentou. Monteiro destacou que o aço é insumo básico na economia e que afeta outras cadeias produtivas que dependem do produto. "Não é uma medida simples", ponderou. Ele disse que é favorável que o governo olhe o problema com a "visão" de que o mundo inteiro está adotando as medidas. "Como a medida será calibrada não há decisão ainda", insistiu. Segundo ele, "seguramente" a decisão será feita com avaliação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Monteiro disse, no entanto, que não conhece a posição do ministro Levy.