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Economia

Levy diz que Brasil pode perder grau de investimento

11 dezembro 2015 - 07h00 Por Gabriely Machado
Levy diz que Brasil pode perder grau de investimento

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu ontem que Brasil pode perder o grau de investimento e ter o grau de risco da dívida externa rebaixado por agências de classificação. “A questão do rebaixamento é reflexo da realidade. É que nem campeonato de futebol: se você não se organiza, não consegue ter união, e o resultado é sério. Evidentemente, você tem que trabalhar e tentar voltar para a divisão a que você acha que pertence”, disse o ministro, ao ser perguntado sobre o tema, após participar de almoço de fim de ano promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). No fim da tarde de quarta, a agência Moody's anunciou que mudou para negativa a perspectiva da classificação do País. Caso o Brasil seja rebaixado, perderá o grau de investimento, garantia de que o país não corre o risco de dar calote na dívida pública. Segundo a Moody's, a incerteza política, decorrente da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), cria dificuldades para a aprovação de medidas de redução de gastos e aumento de tributos. Segundo a Moody's, atualmente, a nota do País é Baa3, último nível dentro do grau de investimento. Em setembro, a agência Standard & Poor's havia excluído o Brasil dessa categoria. Caso mais uma agência rebaixe o País, os fundos de investimento internacionais não poderão mais aplicar recursos no Brasil, ocasionando a fuga de capitais do País. Levy, no entanto, minimizou os impactos do rebaixamento nas contas públicas, mas destacou que o governo não encara como “normal” a possível perda do grau de investimento. “A dívida externa do governo, que é aquela que tem o rating [avaliação de risco], é relativamente pequena. Uma proporção de 1/15 das nossas reservas internacionais. Então, não há risco de a gente não querer, ou não poder, pagar essa dívida.”