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Editorial

Carnaval ‘sem folia’

09 janeiro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Carnaval ‘sem folia’

O Carnaval deste ano será menos festivo. A crise financeira levou metade das cidades da região a cancelar o evento, conforme reportagem do DS divulgada na edição de ontem. A reportagem mostrou que mais três cidades da região não terão desfiles neste ano. Itaquá e Arujá, por exemplo, por meio de seus departamentos de comunicação, anunciaram o cancelamento das festividades carnavalesca desse ano. Um dia antes, o município de Salesópolis já havia sinalizado que, neste ano, também não organizará a festa popular. Com isso, sobe para cinco o número de cidades que já confirmaram o cancelamento do Carnaval 2016. Além das citadas a cima, Suzano e Poá também já tinham confirmado que ficarão sem os tradicionais desfiles de rua, conforme o DS noticiou anteriormente. Ambas justificaram a situação financeira como principal motivo para não realizarem os desfiles. O cancelamento do Carnaval passou a ser uma das saídas para que prefeituras consigam recuperar um pouco de recursos. Os investimentos para a realização da festa, com pagamento de premiações, contratação de funcionários (segurança, produção, etc.) encarece os cofres públicos que estão, desde o ano passado, cada vez mais vazios. Assim os investimentos do Carnaval vão para outras áreas, consideradas prioritárias. Assim como Poá e Suzano, por meio de nota, Salesópolis justificou o cancelamento do Carnaval devido à falta de recursos. Em decorrência da crise passa o País, a atual conjuntura econômico-financeira que acarreta uma significativa redução na arrecadação municipal e a necessidade de conter despesas. A crise financeira mostra também que, cada vez mais é preciso que as escolas de samba consigam se auto sustentar, realizando durante todo o ano eventos para angariar recursos para realização de desfiles. O problema de hoje é tentar recuperar as finanças, principalmente porque, por outro lado, existe uma grande reivindicação da sociedade para aplicação de recursos em áreas consideradas prioritárias, como a saúde e a educação.