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Editorial

Luta contra a dengue

23 janeiro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Luta contra a dengue

A luta contra o mosquito Aedes aegypti continua. Em Suzano, as ações são reforçadas em toda a cidade, com trabalho amplo que conta também com a ajuda da população dos bairros. O DS acompanhou ontem, por meio da jornalista Pâmela Queiróz, o trabalho de prevenção de agentes de Saúde no combate ao mosquito. A preocupação não é somente de Suzano. É nacional. Nesta semana, por exemplo, após pedir ajuda à população para combater o mosquito, a presidente Dilma Rousseff (PT) convocou os ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Integração Nacional, Gilberto Occhi, para fazer um balanço das ações e traçar os próximos passos no enfrentamento ao mosquito, que transmite o vírus zika, responsável pelo aumento dos casos de microcefalia no País. Projetos espalhados por cidades do interior de São Paulo também buscam reduzir a quantidade de larvas do mosquito. No bairro Cecap/Eldorado, em Piracicaba, onde, desde março do ano passado, estão sendo soltos mosquitos geneticamente modificados houve redução de 80% das larvas. Em Suzano, para combater a disseminação do mosquito, a Prefeitura começou a notificar os donos de imóveis vazios, como terrenos baldios, para que a limpeza e manutenção das áreas sejam feitas e assim se evite a proliferação dos criadouros. A ação faz parte de uma série de medidas apontadas pelo Comitê Intersetorial de Combate à Dengue, instituído pela municipalidade. O combate ao mosquito passa também pela conscientização da população das cidades. É preciso criar um “exército” de moradores para eliminar possíveis focos de dengue. Hoje, 90% dos focos de dengue estão dentro das residências. Suzano possui mais de 110 mil casas em uma área de mais de 200 mil quilômetros quadrados, então é difícil fiscalizar tudo se não houver parceria com os habitantes. As ações são importantes. Por isso, é importante que cada pessoa também possa contribuir. Afinal do mosquito Aedes Aegypti já está em praticamente todo os municípios do País. E a Região do Alto Tietê não escapa de ter novas contaminações.