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Editorial

Em busca da cura

13 fevereiro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Em busca da cura

Silencioso e devastador, o câncer é uma das principais causas de morte por enfermidade no mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que 576 mil novos casos serão diagnosticados no Brasil apenas neste ano. Para 2030, a perspectiva mundial é nada agradável: há previsão de que 21,4 milhões de pessoas sofrerão da doença. Ainda sem contar com uma solução definitiva para extinção ou controle dos tumores, os pacientes com câncer convivem com a busca por formas auxiliares de tratamento. Além dos procedimentos tradicionais, como intervenções cirúrgicas, quimioterapia e radioterapia, é comum que se tenha contato com métodos alternativos – alguns dos quais não possuem regulamentação ou indicação médica. Tal busca justifica-se pela natureza severa da doença, que costuma tornar seus pacientes mais otimistas e dispostos a buscar novos tratamentos e medicamentos. A busca pela cura tem sido constante. Na semana passada, o Estado de São Paulo anunciou que o laboratório PDT Pharma, de Cravinhos, será o responsável pela sintetização da substância fosfoetanolamina para testes no tratamento do câncer. Depois de produzido, o medicamento será encapsulado pela Furp (laboratório farmacêutico oficial do governo do Estado, ligado à Secretaria estadual da Saúde) e, na sequência, será iniciada a fase de testes em pacientes. O governo do Estado investirá aproximadamente R$ 5 milhões na pesquisa. Uma nova esperança para milhares de pessoas que procuram pela cura. A definição do laboratório é, sem dúvida, um passo muito importante. É a última fase, que estabelece a segurança e a eficácia da substância. Depois, a Secretaria de Estado da Saúde vai verificar o critério mais adequado para iniciar o tratamento em até mil pacientes, de diversas patologias. A síntese da fosfoetanolamina é estudada há 20 anos pelo pesquisador já aposentado do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP), Gilberto Chierice, que cedeu ao Estado o direito à pesquisa e produção da substância para que seja utilizada nos testes de tratamento do câncer. A expectativa pelo medicamente é uma grande esperança para pacientes, inclusive, do Alto Tietê.