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Editorial

Chuva reprova região

17 fevereiro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Chuva reprova região

Os estragos causados nas cidades da região por causa das chuvas que caíram nesta semana mostraram que as cidades da região ainda não estão preparadas para enfrentar o problema. Apesar de todas as obras realizadas, como a limpeza de córregos e até a construção de piscinões, a situação crítica de alagamentos em bairros persiste. O privilégio de todo esse problema não é apenas as cidades do Alto Tietê. Em São Paulo, a situação é de calamidade, com inúmeros bairros embaixo d’água, ruas, avenidas e linhas de trem inundadas pela força do temporal. Só para se ter uma ideia, a chuva de segunda-feira foi a maior na Capital paulista desde 8 de setembro do ano passado, com volume de água acumulado em 48,6 milímetros (mm). A tempestade, a mais volumosa deste verão, registrou 22,5% do volume esperado para todo o mês, de acordo com a média histórica do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Meteorologistas do CGE explicam que um sistema frontal do oceano contribuiu para as áreas de instabilidade que, unidas ao calor e à disponibilidade de umidade na atmosfera, causaram rajadas de vento e descargas elétricas. As fortes chuvas têm sido um grande problema em vários municípios brasileiros, incluindo as cidades da região. Mas existem algumas explicações. O processo de urbanização desordenado ao longo dos anos agravou a duração, a intensidade e a frequência de desastres naturais causados pelas chuvas como deslizamentos e alagamentos. Com a retirada da cobertura vegetal e a pavimentação de ruas e construção de edifícios, os solos estão cada vez mais impermeáveis, assim como os sistemas de drenagem tornaram-se ineficientes ou até mesmo inexistentes. Além disso, a população lança indevidamente lixo nas encostas e rios, atrapalhando o fluxo da água e permitindo, assim, que ela se acumule mais rapidamente nos pontos mais baixos das cidades. O problema existe. Causa grande transtorno à população e, por isso, é preciso pensar em uma saída para evitar os estragos causados por conta das chuvas.