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Editorial

Preocupação constante

22 março 2016 - 08h00 Por Gabriely Machado
Preocupação constante

Os casos de microcefalia no País preocupam cada vez mais e as ações das autoridades de Saúde para tentar “barrar” o avanço da doença estão se reforçando. Ontem, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 4,8 milhões para custear testes rápidos de gravidez no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa é importante para todo o País e, por tabela, beneficiará diretamente os municípios do Alto Tietê. O objetivo, segundo a pasta, é reforçar a atenção e o cuidado ao grupo, facilitando o diagnóstico precoce da gestação. A autorização dos repasses, que serão pagos em parcela única aos gestores locais, foi publicada no Diário Oficial da União. A ação ocorre em função dos casos de microcefalia associados ao vírus Zika. A importância do diagnóstico precoce de gravidez e as ações de planejamento reprodutivo com o devido acompanhamento pré-natal, essencial para a qualidade de vida da mãe e da criança. O teste rápido de gravidez é indicado para mulheres adultas, jovens e adolescentes que apresentem atraso menstrual igual ou superior a sete dias, segundo informações de especialistas. O exame será disponibilizado em todas as unidades básicas de saúde do país e pode ser feito dentro ou fora das instalações, conforme desejo da mulher. De acordo com o ministério, com os resultados do teste, profissionais de saúde podem detectar precocemente a gravidez para início do pré-natal em tempo oportuno, identificar situações para uso de anticoncepção de emergência (caso tenha havido relação desprotegida num prazo de até cinco dias), orientar sobre o planejamento reprodutivo e acolher mulheres adultas, jovens, adolescentes e casais que estão em situação de gravidez indesejada. Nesse momento de muita apreensão e medo do surgimento de mais casos de microcefalia associado ao Zika vírus é que o reforço deve mesmo ser necessário para garantir a segurança para as milhares de gestantes. Os esforços são muitos. E o imenso trabalho na tentativa de barrar a doença pode garantir bons resultados no futuro para todo o País.