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Editorial

Tarifa de água maior

14 abril 2016 - 08h00 Por Gabriely Machado
Tarifa de água maior

Nos últimos anos, a Grande São Paulo, principalmente, viveu crise hídrica com rodízio de água. As represas passaram a utilizar o “volume morto”. A situação foi crítica. Nesta semana, após o governo estadual garantir o fim da crise, a população do Estado foi surpreendida com a notícia sobre o aumento na tarifa da conta de água. O DS trouxe reportagem mostrando que, ao menos, 360 mil imóveis no Alto Tietê serão atingidos com o reajuste de 8,4% no valor das tarifas de água e esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A medida foi autorizada pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e passará ser aplicada a partir de 12 de maio. Especialistas acreditam que o ano de 2014 representou um marco para o Brasil, sobretudo para a região Sudeste e, em menor grau, para as regiões Nordeste e Centro-Oeste. Como resultado da forte seca e uma série de erros de planejamento, instalou-se uma verdadeira crise da água no País, o que gerou a queda dos níveis dos reservatórios de abastecimento de grandes cidades, com destaque para a cidade de São Paulo, que vive um de seus momentos mais dramáticos em toda a sua história. Uma das causas para a crise da água é de ordem natural, pois embora o Brasil seja o país com a maior quantidade de água per capita do mundo, a sua disponibilidade é má distribuída ao longo do território. A Região Norte, que apresenta as menores densidades demográficas, possui cerca de 70% das reservas nacionais. Para se ter uma ideia dessa relação, segundo o Serviço Geológico do Brasil, apenas 1% de toda a vazão do Rio Amazonas seria suficiente para atender em mil vezes o que necessita a cidade de São Paulo. Agora passada a crise, a população volta a se surpreender com o aumento da tarifa. A Sabesp informou que o bônus e a tarifa de contingência não serão mais aplicados a faturas de consumo cujas leituras sejam realizadas a partir de 1º de maio. Ou seja, desde o início de abril, quem consome menos ou mais água não vai pagar multa e nem receber bônus nas contas com vencimento em maio.