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Editorial

A batalha contra a hepatite

31 julho 2016 - 08h00 Por Gabriely Machado
A batalha contra a hepatite

Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. A batalha contra a doença tem sido intensa com reforço de campanhas e programas de combate. Na semana passada, o Ministério da Saúde celebrou o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais anunciando que já fechou contrato para a compra, até o fim de 2016, de mais de 35 mil kits de tratamentos com os novos medicamentos para a hepatite C. Desde que o tratamento foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), em outubro do ano passado, 23.599 foram comprados e mais de 22,8 mil pessoas atendidas. No Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, especialistas alertam: a doença que atinge o fígado, muitas vezes, só apresenta sintomas em estágio avançado. Pelo silêncio, poucos infectados sabem que tem. Segundo o Ministério da Saúde, milhões de brasileiros estão contaminados pelas hepatites B ou C, as mais graves, sem conhecimento. Segundo o ministério, 6.925 tratamentos já foram aprovados e serão encaminhados aos pacientes na próxima semana. O custo desses novos tratamento até o momento é de R$ 1,028 bilhão. O tratamento é altamente eficaz. O novo tratamento para hepatite C, com os medicamentos simeprevir, sofosbuvir e daclastavir, tem taxa de cura de 95%, com efeitos colaterais mais leves. Especialistas acreditam que serão precisos 10 a 20 anos para que possamos esperar eliminar a hepatite B. Mas, as campanhas e orientações podem contribuir diretamente para que essa situação seja amenizada. Na verdade, a batalha contra a doença “só está começando”.