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Editorial

Motoristas do aplicativo Uber

07 agosto 2016 - 08h00 Por Gabriely Machado
Motoristas do aplicativo Uber

Presente em mais de 200 países, o aplicativo norte-americano Uber surgiu como alternativa ao táxi ao possibilitar que motoristas particulares ofereçam carona a partir de um sistema pago. Ativo há um ano no Brasil, o app pode ser acionado nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Em Suzano também já chegou, assim como em outras cidades do Alto Tietê. O DS traz na edição de hoje uma reportagem especial sobre o assunto. Para se ter uma ideia, toda a transação é feita pelo próprio app, do cálculo de preço pelo trajeto ao pagamento, via cartão de crédito. Por padrão, os motoristas ficam com 80% do valor. Muitos países alegam que o app, criado em 2010 nos Estados Unidos, estimula uma “concorrência desleal”, conforme também disseram taxistas assim que a polêmica sobre o novo aplicativo surgiu. De qualquer forma, sua aceitação foi ampla: atualmente, a startup tem valor de mercado de mais de US$ 40 bilhões, mas não sem acumular polêmicas ao redor do mundo. Em São Paulo, taxistas e adversários do aplicativo – que coloca passageiros em contato com motoristas particulares que usam os próprios veículos e cobram pelas corridas – participaram de um tenso debate, no qual afirmaram que ele incentiva a prática ilegal de táxi. Por aqui não se chegou a nenhuma polêmica concreta com protestos. Mas, o aplicativo está em pleno funcionamento. Taxistas, na maioria das cidades em que o aplicativo funciona, reclamam de concorrência desleal e de queda no número de corridas, e criticam o fato de motoristas da Uber não serem obrigados a passar pelo longo e caro processo de obtenção de alvará, nem terem de seguir as regras cobradas dos taxistas. Por outro lado, usuários e defensores afirmam que o serviço tem qualidade superior e muitas vezes preço mais baixo. Muitos dizem que é o equivalente a contratar um motorista particular, o que não seria ilegal. Essas reações não são exclusividade do Brasil e vêm se repetindo por onde o aplicativo chega. A Uber enfrenta batalhas legais e opera sem marco legal em diversos países, mas alguns já debatem como regulamentá-lo. Seria importante discutir nesse momento também a possibilidade de aumentar as opções de transporte para a população, principalmente de quem utiliza esse meio de transporte para se locomover diariamente.