A melhoria do transporte público é algo urgente. A quantidade de quilômetros de linhas do Metrô, em São Paulo, e o número de estações e trens, assim como o montande de linhas de ônibus ainda ficam aquém do ideal. Basta ir em várias cidades do Estado, incluindo também o Alto Tietê, para presenciar, em horários de pico principalmente, os veículos lotados. Ontem, estudo divulgado pela Associação Nacional de Transporte Urbano (NTU) mostra que o número de passageiros que usaram o ônibus como transporte público em 2015 teve uma redução de 9% por mês em relação a 2014. Esse estudo é mais amplo. Considerou dados de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, que representam a maior demanda nacional por esse tipo de transporte. Nessas localidades, o número de passageiros transportados por mês caiu de 382,3 milhões, em 2014, para 347,8 milhões em 2015. Em Suzano, a necessidade premente de mais linhas e mais ônibus já levou a concessionária de transporte a reforçar o sistema de transporte na cidade. Mas, em nível nacional, segundo o levantamento anual da NTU, ao projetar a redução de 9% registrada nessas cidades para o restante do País, estima-se que 3,22 milhões de passageiros deixaram de usar ônibus como transporte público por dia. A redução pode estar ligada à necessidade de melhorias no transporte. Mas, o grande “mote” está relacionado sobretudo à crise econômica vivida pelo País. Ao índice de desemprego, à inflação alta e principalmente à falta de investimento público no setor de transporte. As pessoas estão deixando de usar o ônibus e não substituindo esse tipo de transporte por outro. O ônibus deixou de ser usado para deslocamentos não essenciais como o lazer, por exemplo, e por pessoas que estão desempregadas, que acabam por reduzir a quantidade de deslocamentos feitos. Os congestionamentos nas cidades também podem ser uma explicação para a redução da demanda pelos ônibus, entre outros fatores, de acordo com o relatório. O transporte público no Brasil sempre foi alvo de muitas reclamações ao longo do tempo. Na maioria das vezes, as queixas referem-se ao fato de os veículos estarem sempre lotados, às condições ruins dos carros e à baixa qualidade dos serviços prestados. Tais problemas somaram-se à insatisfação popular com o aumento das passagens de ônibus em algumas capitais do Brasil. Mas, ainda é possível melhorar o transporte em todo o País.