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Editorial

Reforma no ensino

13 outubro 2016 - 08h00 Por Gabriely Machado
Reforma no ensino

A reforma no ensino público é um dos assuntos em pauta em todo o País. É preciso melhorar, cada vez mais, a situação de estudantes e professores e garantir uma “grade” educativa que venha favorecer todos os setores da educação garantindo ao cidadão o direito de conhecimento. Na semana passada, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou, em nota, que fará um debate com alunos antes que sejam implementadas mudanças propostas pela Medida Provisória 746/2016, que trata da reforma do ensino médio. Ou seja, a discussão que se instalou em todo o País e está em “voga” no Ministério da Educação, em Brasília, chegou com muita “força” em São Paulo. Estudantes contrários à reforma chegaram a ocupar, em protesto, três escolas estaduais, duas em Sorocaba e uma na capital paulista. Segundo a nota da secretaria, o próximo ano letivo não terá mudanças de currículo ou carga horária, na capital paulista. Antes, o órgão vai reunir dirigentes, supervisores, diretores, professores e estudantes, em discussões, mas o comunicado não especificou datas ou como os debates vão ocorrer. “Por se tratar de uma rede complexa e que abrange 645 municípios, o próximo ano será de análise”, diz a nota. “Pesa contra o modelo atual a pouca flexibilidade do currículo e a fraca conexão entre o que o estudante aprende e seu projeto de vida.” Três escolas em São Paulo foram ocupadas por estudantes na última semana. Um grupo permaneceu por cinco dias na Escola Estadual Ossis Salvestrini Mendes, em Sorocaba, interior paulista, até ser retirado pela Polícia Militar. Além dessa, outra escola em Sorocaba, a Hélio Del Cistia, foi ocupada e desocupada espontaneamente pelos alunos. Na cidade de São Paulo, a Escola Estadual Caetano de Campos, no bairro da Consolação, foi ocupada na madrugada de sábado e desocupada no mesmo dia. A MP do Ensino Médio torna obrigatórias para os três anos do ensino médio apenas as disciplinas de português e matemática. Inglês também será obrigatório, mas não necessariamente para os três anos. Os demais conteúdos serão determinados pela Base Nacional Comum Curricular, que ainda está sendo definida. Pela MP, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional. No restante da formação, os alunos poderão escolher entre cinco trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas - modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - e formação técnica e profissional. A medida ainda amplia gradualmente a carga horária do ensino médio para 7 horas por dia ou 1,4 mil horas por ano. O assunto é de grande relevância e traz preocupações para todos os envolvidos. Nesse momento não será possível perder direitos ligados á educação, mas sim obter avanços que podem ser significativos para o futuro do País.