O DS publicou ontem reportagem em que mostra o drama de idosos e deficientes físicos com a falta de acessibilidade nas estações de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). É bem verdade que a empresa, ligada à Secretaria de Transportes Metropolitanos, vem tentando se adequar à lei que prevê o mínimo de assistência no transporte público a esse público específico. A matéria do DS mostrou que deficientes físicos e idosos ainda sofrem com a falta de acessibilidade nas estações de trem. No levamentao obtido pelo DS, pelo menos dez estações da Linha 11- estão com normas vigentes de acessibilidade aos passageiros. São elas Brás, Tatuapé, Corinthians-Itaquera, Dom Bosco, José Bonifácio, Guaianases, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Calmon Viana e Suzano. Porém, outras seis sofrem com acessibilidade incompleta. Sendo a estação Luz, Antonio Gianetti, Jundiapeba, Brás Cubas, Mogi das Cruzes e Estudantes. De acordo com a CPTM, as obras de modernização das estações também contemplam itens de acessibilidade, como elevadores, rampas, pisos podotáteis, mapas em braile, além de sanitários exclusivos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Por conta da falta de acessibilidade na estação de Brás Cubas, em Mogi, a mãe de um menino sofreu dificuldades para tirar o filho da área do transporte público. O caso aconteceu no início do último mês. Na época, a dona de casa Daiane Tamires da Silva, mãe de Murilo, que tem paralisia cerebral, solicitou ajuda a funcionários da CPTM para subir as escadarias da passarela, que dá acesso à saída da estação. O auxílio foi negado. Sem ter como carregar a cadeira de rodas, Daiane pediu apoio da Polícia Militar (PM). No primeiro semestre deste ano, a CPTM protocolou pedido de alteração no escopo do programa de modernização de estações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) junto ao Ministério das Cidades para elevar o número de 18 para 40 estações a serem atendidas com melhorias neste programa. Até agora, aguarda-se o posicionamento favorável do Ministério das Cidades para a CPTM iniciar as tratativas com a Caixa Econômica Federal (CEF) e o processo visando à contratação das empresas que executarão as obras. Enquanto os recursos do PAC não são liberados, a CPTM já abriu licitação para contratar os projetos básicos e executivos para modernização e adequação das estações às exigências de acessibilidade. Na Linha 11-Coral, as estações contempladas são: Guaianases, Antonio Gianetti Neto, Jundiapeba, Mogi das Cruzes, Braz Cubas e Estudantes. A verdade é que apesar de um decreto presidencial determinar que 100% da frota dos coletivos municipais estivesse adaptada para deficientes desde o dia 2 de dezembro de 2014, 14% dos 14.702 coletivos em circulação na cidade de São Paulo não têm itens básicos de acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Isso representa um total de 2.110 veículos. Ou seja, o problema não está apenas no transporte ferroviário. É preciso, além de tudo, expandir a solução do problema para o transporte público como um todo.