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Editorial

Geração de emprego

28 outubro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Geração de emprego

A geração de empregos continua sendo um grande desafios dos atuais e dos próximos prefeitos. O termômetro que mede a geração e abertura de postos de emprego foi divulgado ontem pelo DS. O Alto Tietê registrou em setembro a melhor geração de emprego com carteira assinada entre as dez cidades do Alto Tietê. Números divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontam que a cidade teve um saldo positivo de 217 postos de trabalho. Na região, foram computados a criação de 562 empregos formais. Apesar do resultado positivo, se considerado todos os meses deste ano, a cidade suzanense tem um cenário negativo na geração de emprego. Entre janeiro e setembro, o município perdeu 276 postos de trabalho com carteira assinada. Além de Suzano, mais quatro cidades tiveram saldo positivo na geração de empregos. Itaquaquecetuba teve o segundo melhor desempenho regional, com a criação de 156 postos de trabalho, seguido de Poá, com 118 empregos criados. Além das duas cidades, Guararema e Mogi das Cruzes tiveram saldo positivo, com 68 e 56 postos de trabalho gerados, respectivamente. O pior desempenho foi de Arujá, com a perda de 18 vagas de emprego. Além disso, Ferraz de Vasconcelos, Biritiba Mirim, Salesópolis e Santa Isabel computaram saldo negativo com relação aos empregos formais gerados no mês de setembro. Em todo o País, um total de 39.282 vagas formais foram fechadas no País em setembro, segundo dados do Caged. No entanto, o desemprego desacelerou ante setembro de 2015, quando foram fechados 95.602 postos formais. No acumulado do ano, o Caged contabiliza 683.597 vagas fechadas. Nos últimos 12 meses, já são 1,599 milhão de postos de trabalho suprimidos. Os setores que tiveram as maiores perdas de vagas formais em setembro foram: construção civil (menos 27.591 postos), serviços (menos 15.141) e agricultura (menos 8.198). Segundo a pesquisa, dois setores tiveram saldo positivo de geração de postos de trabalho no mês: a indústria da transformação, com criação de 9.363 vagas, e o comércio, com 3.940 novos postos. Os dois setores já haviam aberto novas vagas em agosto. As perdas mais significativas de vagas em setembro foram registradas no Rio (menos 23.521 vagas), São Paulo (- 21.853 postos) e Minas Gerais (- 16.238 postos). Por outro lado, as unidades da Federação que mais geraram empregos foram Pernambuco (+15.721 vagas) e Alagoas (+13.395). Ampliar políticas de capacitação profissional e de geração de emprego são desafios para países com programas avançados de transferência de renda como o Brasil. E são serão atingidos quando as políticas nacionais, que influenciam diretamente nos municípios, forem consideradas avançadas.