No ano passado, o Brasil foi um dos 62 países que alcançaram a meta de redução da mortalidade infantil, estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio dos Objetivos do Milênio. A confirmação ocorreu no relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, divulgada, por Unicef, Organização Mundial de Saúde (OMS), Banco Mundial e o Departamento da ONU para Questões Econômicas e Sociais (Undesa). Em Suzano, os números deste ano também foram divulgados. Na cidade, a taxa de mortalidade infantil de Suzano caiu 28,08% em quatro anos. Segundo a Fundação Seade, em 2011, a cidade tinha um índice de 14,6 para cada mil nascidos vivos. No ano passado, a taxa caiu para 10,5. Os números foram divulgados na quinta-feira, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde. Entre as dez cidades da região, somente duas apresentaram alta neste período: Biritiba Mirim e Guararema. O índice de Suzano do ano passado é igual ao registrado em 2012. Naquele ano, o município tinha computado a menor taxa de mortalidade infantil. Especialistas na área de Saúde acreditam que existem muitas maneiras de se reduzir a mortalidade infantil, mas para ter sucesso nessa tarefa, o Estado brasileiro precisa implantar uma série de políticas sociais que provoquem mudanças estruturais nas condições de vida da população. Por exemplo: acabar com a fome e a miséria, aumentar do acesso ao saneamento básico (água e esgoto tratados), melhorar a instrução das mulheres, dar à população de baixa renda mais acesso a serviços de saúde de qualidade, aumentar as campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação, da reidratação oral e do aleitamento materno, investir em pesquisas médicas, etc. De acordo com o Ministério da Saúde, as causas da mortalidade infantil no Brasil se alteraram ao longo das últimas décadas. Nos anos 80, as principais causas eram as doenças infectocontagiosas, mas nas décadas seguintes as mortes provocadas por essas doenças diminuíram porque mais crianças passaram a ser vacinadas e também porque foram introduzidas novas vacinas, como a da haemophilus, que reduziu os casos de meningites e pneumonias provocados por essa bactéria. No período de quatro anos, Suzano teve a maior queda no índice da região, seguida de Ferraz de Vasconcelos, com diminuição de 27,41%. A cidade tinha taxa de 13,5 para cada mil nascidos vivos, em 2011, e passou para 9,8, no ano passado. A terceira maior queda é em Arujá, com 24,7%. As políticas necessárias que estão sendo implementadas, no sentido de reduzir a taxa ano a ano, podem contribuir no futuro para números melhores.