Estar atento às possíveis reformas que podem ocorrer na política do País é, sem dúvida, importante para a sociedade. Nesta semana, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, declarou, que a instituição vai se “engajar” na aprovação da reforma política no Congresso. Em nota, a organização defendeu a cláusula de barreira e o fim das coligações proporcionais, que fazem parte de um projeto em tramitação no Senado. Além disso, sinalizou apoio à lei que criminaliza a prática de caixa 2, uma das dez medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal (MPF). Lamachia afirmou ainda que a OAB “atuará para que os retrocessos sejam rejeitados”, fazendo referência ao risco de políticos usarem a proposta do MPF para aprovar uma anistia aos que participaram de esquemas de caixa 2 antes da aprovação da lei. Não há dúvida que os avanços dos últimos anos precisam ser defendidos. Especialistas afirmam que a discussão da reforma política não pode servir de pretexto para legalizar, novamente, a prática já condenada das doações de empresas para candidatos e partidos. A própria OAB afirma que o político precisa de compromisso com o eleitor, não com grupos de interesse econômico. Segundo o presidente da instituição, o número de abstenções, votos nulos e brancos nas últimas eleição é anormal. Para ele, este recado da população serve de alerta para que a classe política, enfim, entenda que uma demanda urgente da sociedade é a realização de uma reforma política que melhore nosso sistema representativo e imponha mecanismos mais rigorosos contra a corrupção eleitoral. Para ele, a eleição “mostrou que, sem a enxurrada de recursos, os candidatos precisaram apresentar seu real conteúdo”. Não há dúvida que o Brasil precisa de uma reforma política. Não somente a OAB, mas todas as entidades, devem estar vigilante para que este processo resulte nos avanços necessários ao País, como a criminalização do caixa 2, o fim das coligações proporcionais e adoção da cláusula de barreira. É preciso atuar para que os retrocessos sejam rejeitados. A reforma é mais do que necessária para o bem da sociedade que quer ver na política ações concretas para o bem público.