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Editorial

Mais devedores na praça

08 novembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Mais devedores na praça

O DS publicou na edição de domingo reportagem mostrando o aumento no número de consumidores inadimplentes no comércio da cidade. A situação preocupa. O crescimento é de mais de 96%, em um ano. A comparação é de setembro deste ano com setembro do ano passado. A reportagem mostrou que o número de inadimplentes com dívida no comércio de Suzano passou de 7.948 devedores, em setembro deste ano, para 4.042 no mesmo mês do ano passado. O número representa 3.906 nomes a mais incluídos, em um ano, nessa comparação do Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC). Já no acumulado de janeiro a dezembro de 2015 foram contabilizados 4.673. Ou seja, neste ano, a quantidade de devedores supera todo o ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano. De acordo com o balanço, o número de pessoas que não consegue quitar as respectivas contas subiu. Para se ter uma ideia, em setembro eram 7.948 consumidores na lista. No mesmo mês de 2015 foram registrados 4.042 novos nomes na lista de inadimplência. Dos nove meses, janeiro, fevereiro e março deste ano foram os únicos que computaram o menor índice em relação ao mesmo período de 2015, em todo o País. Após dois meses de queda o número de empresas inadimplentes no País voltou a subir em setembro, na comparação com igual período do ano anterior, ao atingir 12,2%, segundo indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Mesmo com a alta no mês de setembro, o SPC Brasil afirmou que o patamar de empresas inadimplentes apurado no período é o terceiro menos intenso ao se observar os últimos nove meses da série histórica. O indicador apurou ainda que a região Nordeste lidera a alta de 14,62% nos atrasos na comparação com as demais regiões do País, sendo que os players do setor de comércio que lideram como devedoras. Em seguida aparece o Norte, que registrou avanço de 12,69% na mesma base de comparação, o Centro-Oeste (11,22) e o Sul (9,78%). Sudeste não entrou no indicador devido a “Lei do AR”, que impõe dificuldades para negativação no Estado de São Paulo. A tendência é aumentar porque os especialistas imaginam associar a inadimplência com a crise. Alguns sinais são otimistas para daqui um tempo, mas ainda é preciso ter muita cautela no momento atual para não ter o nome na lista de inadimplência. Com a chegada do pagamento do 13º salário, o montante pode ajudar a quitar as dívidas. Especialistas afirmam que as pessoas têm de saber usar o dinheiro com sabedoria com compras sendo feitas de forma mais moderada.