O que era para ser um equipamento de acesso para pedestres e passageiros, que utilizam os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), acaba se transformando em pesadelo e preocupação. Na semana passada, o DS publicou reportagem mostrando que a população tem sofrido com as condições das passarelas de acesso ao pedestre nas travessias das linhas férreas da região. As principais queixas são em relação à falta de segurança, muitos pedestres relatam sobre assaltos e o receio em passar pela área em certos horários. Outra reclamação é com relação aos usuários de drogas pertinentes. Além disso, as estruturas das passarelas são constantemente danificadas por atos de vandalismo. Em Suzano, a travessia na Avenida Brasil, próximo ao parque Max Feffer, liga os bairros Jardim Monte Cristo e Vila Maria de Maggi. No Jardim Miriam, também existe uma passarela que causa receio em quem precisa caminhar diariamente sobre ela. A travessia fica próxima ao cemitério Memorial do Alto Tietê e liga a entrada de uma fábrica. Em Poá, a passarela entre Calmon Viana e o bairro Jardim Alvorada é sinuosa e, em vários pontos, deixa o pedestre sem visão nenhuma do outro lado da travessia. A sinuosidade da passarela deixa o local propenso a usuários de drogas. O espaço é usado como banheiro, favorecendo o mau cheiro, é o que diz o vendedor Tadeu de Souza. A Prefeitura de Suzano solicitou o patrulhamento para a passarela próxima ao parque Max Feffer. Equipes da administração também devem ser enviadas para verificar os reparos necessários. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) comunicou que uma visita será agendada na travessia do Jardim Miriam. A Prefeitura de Poá também informou que uma visita a passarela de Calmon será feita e a ronda de segurança deve ser intensificada no local. Não há dúvida da necessidade de uma ação de planejamento estratégico nas imediações. As vistorias nas passarelas das estações da CPTM deveriam acontecer com mais frequência. Muitas vezes produzidas em concreto, metal, alvenaria ou aço expandido e utilizadas nos mais variados cenários – sobre estradas ou avenidas, em empresas, museus, hospitais, lojas, parques e até mesmo em residências – as passarelas precisam, antes de tudo, ser seguras e acessíveis. Principalmente quando são instaladas nas estações de trens. Por todos esses motivos, a implantação é, sem dúvida, necessária, mas deve ser acompanhada de toda a segurança para os pedestres e passageiros nos entornos das estações ferroviárias.