A dengue ainda é assunto que preocupa todo o País. As cidades da região fazem ações constantes para que o número de casos não aumente. Isso porque, nos últimos anos, os contágios da doença aconteceram durante os 12 meses. Anteriormente, os registros tinham um aumento no período com maior registro de chuvas. Para conscientizar a população, as cidades estão realizando a Semana de Combate às Arboviroses, que incluem ações intensificadas no Dia D, que acontece na sexta-feira. O principal objetivo é combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, a chikungunya e o zika vírus. As atividades da semana começaram ontem e vão mobilizar todos os municípios do Estado. Para se ter uma ideia, somente no Dia D serão 25.512 agentes municipais de 360 cidades paulistas, incluindo as do Alto Tietê, que estarão envolvidos no trabalho de prevenção e combate aos focos do mosquito transmissor destas doenças. Cada profissional envolvido receberá do governo do Estado, via prefeituras, uma remuneração extra no valor de R$ 120. Entre as ações propostas pela campanha estadual "Todos juntos contra o Aedes aegypti" para serem intensificadas neste período estão a varredura de focos do mosquito em imóveis públicos, privados e baldios, com eliminação de criadouros, remoção mecânica, tratamento químico (quando necessário), bem como a difusão de orientações à população. Desde de janeiro, mais de 38,7 milhões de imóveis em todo o Estado já foram visitados por agentes de saúde para eliminação de possíveis focos do mosquito. Entre as cidades da região que confirmaram ação para esta semana estão Ferraz de Vasconcelos, Poá e Suzano, mas os outros municípios também devem ter atividades. Na cidade suzanense, as ações começaram ontem no bairro Vila Fátima. Hoje, o dia será destinado a panfletagem em pontos estratégicos da cidade, como a Praça João Pessoa, Estação Suzano e terminal de ônibus. A Secretaria de Estado da Saúde afirma que o número de casos caíram 76% em comparação com 2015. Até o dia 4 de novembro, foram confirmados 159.412 casos da doença do Estado. Em 2015, o número de total de casos foi de 684.360. Comparado ao número de óbitos, a diminuição foi ainda maior, passando de 488, em 2015, para 93, neste ano, o que representa uma queda de 81%. Apesar da queda, a preocupação ainda é grande e o alerta deve persistir. As prefeituras precisam manter a fiscalização nas casas e mais do que isso deve ter conscientização por parte da população. Se cada um fizer a sua parte, o número de casos pode diminuir consideravelmente.