Em todo o País, o ritmo morno da economia levará indústrias de diferentes áreas, especialmente dos setores de eletrodomésticos e de motocicletas, a dar férias coletivas aos empregados a partir deste mês. Na edição de ontem, o DS trouxe reportagem mostrando a decisão das empresas. A pesquisa de amostragem realizada pela Diretoria Alto Tietê do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) apontou que cerca de 600 indústrias planejam reduzir, ou mesmo suspender, as atividades entre dezembro e janeiro. O número representa 30% das cerca de duas mil fábricas da região. O Ciesp explica que a maioria – 70% delas – pretende manter ativa a produção. A pesquisa do Ciesp mostra que o planejamento das indústrias do Alto Tietê, em 2016, está diferente do realizado no ano passado, quando quase a metade (47%) das empresas concederam férias coletivas aos trabalhadores. Além do número inferior de indústrias que planeja parar neste final de ano, a duração das férias coletivas também deverá ser menor do que a registrada em 2015. A pesquisa do Ciesp revela que as fábricas planejam parar por dez dias, entre 24 de dezembro e 2 de janeiro. Especialistas do setor trabalhista afirmam que as férias coletivas passaram a ser um instrumento de gestão bastante importante para as empresas. São vários os segmentos de mercado empresarial que apresentam sazonalidades específicas no decorrer do ano, seja por conta das festas de final de ano, do verão, do inverno, da Páscoa entre outros períodos que interferem diretamente na produção e comercialização de determinados produtos ou serviços e, consequentemente, na demanda ou escassez de mão de obra. Ora as empresas estão com produção máxima, necessitando até contratarem empregados por tempo determinado, ora apresentam queda bastante acentuada que atingem inclusive a manutenção do emprego do quadro de pessoal. É justamente nestas ocasiões de queda que as empresas se utilizam das férias coletivas para, de um lado, garantir a manutenção do emprego de pessoas que já possuem qualificação e conhecimento da atividade que satisfaça suas expectativas e de outro, cumprir com a obrigação legal que é conceder as férias anualmente aos empregados, principalmente em períodos festivos, oportunizando a confraternização familiar. A situação do País é crítica e requer muita criatividade por parte das empresas e do Poder Público para garantir, ao menos, a normalidade econômica. Por isso, as férias coletivas têm sido uma alternativa utilizada pelas empresas todos os anos.