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Editorial

Trem em Palmeiras

14 dezembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Trem em Palmeiras

A possibilidade de levar o trem de passageiros para o Distrito de Palmeiras mais uma vez voltou a ser discutida. Isso porque o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do bairro afirmou que quer uma reunião com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para viabilizar o projeto. Caso saia do papel, o transporte sobre os trilhos pode facilitar a locomoção dos moradores de Palmeiras. A afirmação do Conseg é que existe um contrato de 1990 que assegura o transporte de passageiros no local. Para que o projeto possa ser feito é necessário um trabalho conjunto entre a CPTM, órgão do governo estadual, e a MRS Logística, que trabalha sobre responsabilidade do governo federal. Isso porque, atualmente, o distrito possui trilhos em que são feitos o transporte de cargas, que é de responsabilidade da MRS. A ideia do Conseg é que estes mesmos trilhos possam ser usados para que haja o transporte de passageiros. Porém, a CPTM afirmou ao DS, conforme reportagem publicada ontem, que por ora, o projeto está descartado. A alegação da companhia é de que há vários aspectos que impedem o transporte de passageiros no local, entre eles, a baixa demanda deste tipo de transporte. A CPTM informou que no Distrito, o número de passageiros é menor do que 20 mil por hora e sentido. Além disso, o órgão estadual ressaltou que a região do Distrito de Palmeiras é atendida por ônibus metropolitano. De acordo com a companhia, não existem projetos para a operação do transporte de passageiros nas passagens entre Suzano e Ribeirão Pires. O trecho ferroviário entre a cidade suzanense e Rio Grande da Serra foi concedido para exploração do transporte de carga pelo governo federal. Segundo a CPTM, a atividade econômica do local também é insuficiente para receber o atendimento de um serviço de transporte de alta capacidade. A via existente hoje em Palmeiras é considera singela, por ser de uma única via não eletrificada para realizar dois sentidos de viagem. O local ainda conta com diversas passagens de níveis, que teria que parar o trânsito local para o trem passar. A implantação de estações com a devida inserção urbana necessita de estudos e investimentos aprofundados. Apesar de todas estas informações, incluindo também a necessidade de construção de estações, o Conseg poderá voltar a lutar por uma coisa que já havia sido discutida pelos moradores. Caso a CPTM repense na possibilidade do projeto, há chances de os moradores do distrito terem mais um meio de locomoção.