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Editorial

A polêmica do Uber

15 dezembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
A polêmica do Uber

O funcionamento do aplicativo Uber ainda é uma polêmica em grande parte das cidades por conta de não existir lei autorizando o funcionamento desse aplicativo. Por meio de um celular, o Uber conecta uma pessoa a um motorista particular. Digamos que você precisa ir até o trabalho, por exemplo. Pede um carro do mesmo jeito que faria com um aplicativo de táxi. Os carros do Uber são pretos, geralmente de luxo, e há vários itens de conforto para os passageiros, como bebidas e balas. Os motoristas usam roupas sociais e abrem a porta para a pessoa entrar. Mas, a falta de uma legislação que garante o funcionamento de forma mais direta coloca empecilhos para o funcionamento desse sistema. Como os táxis, esse serviço cobra bandeira, quilometragem e taxa por minuto parado. Mas há uma diferença importante: quando há muita demanda por carros em uma determinada região, o preço da corrida aumenta. Se muitas pessoas começam a querer usar o Uber em um determinado bairro, por exemplo, faz crescer o preço para que haja um equilíbrio no número de carros (na prática, isso desencoraja as pessoas a usar o aplicativo). Quando o número de pedidos volta ao normal, o preço da corrida diminui novamente. Nesta semana, dois veículos, a serviço do aplicativo Uber, foram apreendidos, em Suzano, após denúncia anônima recebida pela Prefeitura. A operação foi deflagrada entre 18h30 e 21h30, na Avenida Brasil, próximo ao Viaduto Ryu Mizuno e contou com o apoio das polícias Militar e Civil e da Secretaria de Trânsito e Mobilidade Urbana, por meio do setor de Fiscalização de Trânsito. Segundo a Prefeitura, não existe legislação no município que autorize a atuação do Uber, e portanto este serviço é considerado ilegal. As rondas vão continuar acontecendo para que a cidade não tenha motoristas atuando dessa forma. A Prefeitura, com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil, vai continuar combatendo esse tipo de conduta. Os veículos apreendidos – um modelo Peugeot 207, cor prata, com placa de Itaquaquecetuba, e um Corsa GM, cor vermelha, com placa de Suzano – estão no pátio da Prefeitura e poderão ser liberados mediante pagamento de multa de R$ 3,8 mil. A polêmica é grande. Vai necessitar de muita discussão em torno desse assunto. Os usuários que, até agora, utilizam o serviço querem apenas uma forma de conseguir o meio de transporte mais rapidamente.