A expectativa pela melhoria na economia do País, o que pode refletir diretamente nos municípios, é grande. Ficar de olho nas análises de especialistas passou a ser, cada vez mais, uma atividade importante. A expectativa é por um início de recuperação em meio a um crescimento tímido e a dificuldades no cenário internacional. Especialistas afiram que as perspectivas para a economia em 2017 indicam leve melhora em relação a 2016, mas apontam para um caminho cheio de percalços rumo à retomada da produção e do consumo. Segundo os especialistas, o quadro político também retarda a recuperação da economia. Para eles, o País precisa superar as pendências políticas antes de voltar a crescer, mas essa é apenas uma parte da solução. A expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país) crescerá no máximo 0,5% em 2017. A recuperação da economia em 2017 depende fundamentalmente de dois fatores: a superação da crise política e a aprovação de medidas que sinalizem algum compromisso do governo com as contas públicas, afirmam os especialistas. A expectativa é de que mesmo a aprovação da reforma da Previdência será apenas uma indicação para o mercado e os investidores. Isso porque tanto a revisão no regime de aposentadorias e pensões como a emenda constitucional que cria um teto para o gasto público têm impacto sobre as contas do governo apenas no médio e no longo prazo. Há economistas que atribuem parte das dificuldades de recuperação da economia ao cenário internacional, principalmente após a indicação do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) de que poderá aumentar os juros da maior economia do planeta até três vezes em 2017 para conter os efeitos dos cortes de impostos e da expansão dos gastos públicos do futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na indústria, as entidades do setor produtivo também não têm projeções otimistas para a economia no próximo ano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima crescimento de 0,5% para o PIB, com expansão de 1,3% na indústria. Para a entidade, o investimento deve crescer 2,3% em 2017 depois de cair 11,2% este ano. As dificuldades financeiras das famílias e das empresas dificultam a retomada do crescimento. O certo é que quando as empresas geram empregos, giram a economia, aumentando investimentos, salários, consumo e produção. Então é preciso torcer por uma recuperação importante para garantir o reforço na economia do País.