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Editorial

Vacina contra a dengue

04 janeiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Vacina contra a dengue

A luta contra a dengue deve ser constante, apesar da queda nos números da doença. Ontem, uma importante notícia trouxe mais um reforço no combate à dengue, sobretudo, na prevenção contra o surgimento de mais casos. A vacina contra a dengue, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã, poderá ser usada em larga escala em 2019. Cidades da região vão ser diretamente beneficiadas com essa nova possibilidade. A vacina passa agora por testes. Foram instalados centros em 13 cidades de cinco regiões do País visando imunizar voluntários e avaliar a eficácia do produto. Até o momento, já foram aplicadas doses em 4 mil pessoas, das 17 mil que deverão participar dos testes. Essa é a última fase antes da vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar dos avanços na tentativa de garantir a imunização contra a doença, ainda é difícil que ela esteja disponível já no ano que vem. Segundo informações, o governo de São Paulo assinou ontem com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) acordo para liberação de R$ 97,2 milhões para construção da fábrica de vacinas contra a dengue. O valor cobre 31% do custo total do projeto do Instituto Butantã, orçado em R$ 305,5 milhões. Os recursos vão permitir a conclusão do novo prédio que terá capacidade de produzir até 30 milhões de doses por ano. O dinheiro, investido sem necessidade de retorno, possibilitará ainda a instalação de equipamentos, mobiliário e capacitação das equipes. Ontem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vistoriou as obras e durante a cerimônia de assinatura do acordo com o BNDES disse que o prédio deverá estar pronto em 60 dias. A notícia é importante porque garante uma ótima expectativa de os casos de dengues serem reduzidos. A expectativa é de que o teste vai dizer a eficácia para que a vacina seja produzida em escala visando atender o Brasil. A vacina deverá proteger contra os quatro tipos de vírus da dengue. A expectativa é que o poder de imunização do produto ultrapasse os 80%. Nesta última fase de testes, dois terços dos voluntários serão imunizados e um terço receberá um placebo sem efeito. A partir daí, será observada a taxa de infecção no grupo que foi vacinado e no de controle, que recebeu a substância sem efeito. Enquanto isso, é importante não “baixar a guarda”. É preciso tomar todas as recomendações para que seja evitada a doença.