O DS publicou na edição de ontem reportagem mostrando as péssimas condições das calçadas de Suzano. Por toda parte, nas vias principais, a situação é crítica. Os buracos nas calçadas se transformam em verdadeiras armadilhas para o pedestre. Idosos, crianças e deficientes físicos são os que mais sofrem com toda essa situação. A nova administração municipal, comandada agora pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR), terá uma missão importante, no sentido de tentar recuperar as calçadas de Suzano. Iniciativas por todas as partes do País. É bom lembrar que a mobilidade urbana é um tema cada vez mais atual e importante. Na agenda da sociedade sempre é visto o debate de maior utilização de bikes, carona solidária, corredores especiais para ônibus. É importante que o debate também atinja o incentivo de andar a pé nas cidades (sem poluição, benefícios para saúde...) As calçadas (a não ser que provoquem algum acidente) passam batidas na paisagem urbana. De modo geral não é dado importância para elas. A melhoria pode até ser um incentivo para se deixar o carro em casa e voltar a andar a pé. Em Brasília, no Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados discute projeto do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que padroniza as calçadas para facilitar a circulação, em vias públicas, de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Para cumprir esse objetivo, a proposta acrescenta, na Lei da Acessibilidade (10.098/00), o conceito de “passeio público”, definido como a parte da via pública destinada à circulação de qualquer pessoa e à instalação de placas e equipamentos de infraestrutura. O texto explicita também normas que devem ser respeitadas na construção ou no reparo desses locais. Conforme o projeto, os materiais utilizados deverão ter superfície regular, firme e antiderrapante. As obras devem ainda prever a existência de faixas de piso tátil e observar requisitos de permeabilidade para drenagem urbana. Além disso, a parte das calçadas destinada à circulação de pessoas possuirá largura mínima de 1,20 metro. Já a porção usada para instalação de placas e equipamentos terá largura mínima de 70 centímetros e trará rebaixamentos para acesso de veículos. Ainda de acordo com a proposta, nos trechos do passeio público formados pela junção de duas vias, serão asseguradas condições para passagem de pessoas com deficiência, bem como boa visibilidade e livre passagem para as faixas de travessia de pedestres. São formas de tentar melhorar a situação e garantir ao pedestre “a liberdade de ir e vir com mais segurança”.