Por que uma cidade, como Suzano, merece, ou melhor, necessita ter lixeiras na região central? O motivo é simples: os pedestres precisam jogar o lixo nesses repartimentos. O problema é que quando eles não existem, e os que existem estão danificados, a situação pode caminhar para um outro problema: o entupimento de valas e bureiros nos dias de chuva. O DS trouxe na edição de ontem, reportagem de Lucas Lima, mostrando que oito em cada dez lixeiras das ruas centrais de Suzano são alvo de vandalismo. O problema existe. É grande. Um desafio enorme para o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR). Nesta semana, o DS percorreu as principais ruas do quadrilátero central e encontrou 55 lixeiras. Do total, 21 estavam danificadas e 25 foram arrancadas, ou seja só havia ao suporte delas. Por conta do problema, foram encontradas tampas quebradas e lixo no chão. A administração vai tomar providêcias. A Secretaria de Planejamento Urbano pretende dar início a um projeto urbanístico para o quadrilátero central, que inclui a implantação de novas lixeiras. Em cinco ruas principais da área Central, a que mais contabiliza lixeiras quebradas é a Rua General Francisco Glicério, com oito equipamentos. Em seguida, fica a Rua Benjamin Constant, tendo sete lixeiras danificadas. Já a Avenida Antônio Marques Figueira computa três lixeiras danificadas. As ruas Baruel e Campo Salles contabilizam duas e uma, respectivamente. Apenas nove lixeiras inteiras são registradas nas seis principais ruas do Quadrilátero Central. Por ser vias de três quilômetros de extensão, em média, o número assusta a população da cidade. Eles afirmam que o equipamento é necessário para manter a limpeza dos locais e até mesmo para evitar alagamentos e enchentes. A rua que contabiliza mais lixeiras em perfeito estado é a General Francisco Glicério, com cinco. A falta de lixeiras reflete diretamente no meio ambiente. Um dos problemas ambientais que mais preocupa especialistas é o destino dado ao lixo. Isso por causa dos enorme volume produzido nas grandes cidades – a reciclagem não dá conta de tanto lixo, há muitos materiais tóxicos entre eles, a população não faz a correta separação, as prefeituras não dão a atenção que deveriam à causa. Para se ter ideia, na maioria das cidades brasileiras, o lixo é simplesmente descartado no solo, formando o que conhecemos como lixões. Esses lixões são extremamente prejudiciais à saúde humana. Isso porque o lixo em decomposição elimina gases tóxicos e contamina o ar, o solo e a água, caso tenham lençóis freáticos por perto. Tem solução? Uma das formas de reduzir o problema é fazer separação do lixo e, depois, destinar o resíduo embalado para centros de reciclagem. Por enquanto é importante torcer para que a reinstalação das lixeiras possa tornar-se uma iniciativa cada vez mais urgente.