quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Editorial

Pipas e balões na rede elétrica

26 janeiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Pipas e balões na rede elétrica

Nos períodos das férias são registrados os índices mais altos de atendimentos de emergência e desligamentos de energia elétrica por conta de pipas. A distribuidora de energia elétrica, a EDP Bandeirante, busca conscientizar a população e alertar crianças e adultos quanto aos perigos de empinar pipas próximas à rede elétrica. Para que a brincadeira aconteça de forma saudável e sem nenhum acidente é importante procurar locais descampados e longe da fiação elétrica e, ainda, que não esteja chovendo. Muitos acidentes acontecem quando a pipa fica presa à rede elétrica e as crianças tentam retirá-la utilizando materiais condutores, como barras metálicas. Um acidente causado por descarga elétrica pode deixar sequelas e, em casos mais extremos, a morte. Existe ainda o perigo de queda, em função do impacto causado pelo choque, e de queimaduras graves. O uso de cerol (pó de vidro com cola), além de ser um risco para motociclistas e pedestres, também oferece perigo no contato com a rede de energia. Isto porque ele corta a camada de borracha que reveste os fios, o que permite a transferência de corrente elétrica e pode provocar um curto, já que os circuitos possuem um dispositivo de segurança contra a intervenção de objetos na rede e, quando isso ocorre, se desligam automaticamente. Na edição de ontem, o DS divulgou reportagem mostrando que a região do Alto Tietê registrou 2.601 ocorrências envolvendo pipas e balões na rede elétrica no ano passado, causando a interrupção de energia nas casas de 174.893 clientes. Das dez cidades, Itaquaquecetuba foi a que mais acumulou casos: 780. O município com menor número de ocorrências foi Salesópolis, com oito registros. Segundo a empresa, no período de férias escolares, os números sobem. Em janeiro, por exemplo, foram 434 casos. Em julho, 518. Já abril, mês com a menor quantidade de registros, foram 84 ocorrências. Alguns materiais usados na confecção de pipas são condutores de energia e aumentam o perigo quando estão em contato com a rede elétrica, como as rabiolas feitas de fios de nylon. Quando pipas e balões encostam na rede elétrica, eles podem causar, além da queda de energia, danos a equipamentos e acidentes graves, como queimaduras e até mortes. A orientação dada é que para empinar pipa de forma segura, o recomendado é que as pessoas busquem espaços como parques e campos abertos, onde não exista o risco de contato com os fios de energia. O uso de cerol é proibido e pode gerar multa ou prisão, dependendo da legislação vigente em cada município. Já soltar balões é crime, previsto no artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais. A pena varia de um a dois anos de detenção e/ou multa. É preciso tomar precaução para evitar transtornos. Garantir a segurança está acima de tudo.