Suzano conseguiu uma redução significativa na taxa de homicídios, conforme dados divulgados na semana passada em reportagem do DS. A cidade fechou o ano passado com a menor taxa de homicídio desde 2011. O município computou um índice de 10,1 mortes violentas para cada 100 mil habitantes. Em 2011, Suzano havia registrado 9,81 assassinatos para cada 100 mil pessoas. Na ocasião foi a menor taxa da história da cidade. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Neste período de cinco anos, Suzano oscilou com relação à taxa de mortalidade. Em 2012, a cidade viu o número subir para 12,32. No ano seguinte passou para 12,55. Em 2014, o índice caiu para 10,59 mortes para cada mil habitantes. Em 2015 passou para 14,81, a maior alta do período. Em números absolutos, o município suzanense computou 28 assassinatos no ano passado contra 41 computados em 2105. A queda foi de 31,71%. Com relação às vítimas dos homicídios, a cidade teve uma queda de 35,56%, passando de 45 pessoas mortas, em 2015, para 29, no ano passado. Apesar de melhoras pontuais em alguns estados, o Brasil ainda tem, em média, uma alta taxa anual de homicídios. De acordo com o Mapa da Violência, a relação permanece na casa de 20,4 assassinatos por grupo de cem mil habitantes. É o oitavo pior indicador desse tipo de crime entre cem nações com pesquisas confiáveis, o dobro do teto estabelecido pela ONU como aceitável (as Nações Unidas consideram epidêmicos os índices de mortalidade por ação violenta acima do patamar de 10/100 mil). Tentar reduzir essa taxa é tarefa é difícil. A maior queda computada em Suzano foi com relação ao número de vítimas assassinadas, seguida dos homicídios. A terceira maior diminuição foi de lesão corporal culposa por acidente de trânsito, com uma queda de 28,9%. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e publicada pelo jornal O Globo aponta caminhos para começar a conter a curva ascendente de assassinatos no país. A pesquisa “Evolução e determinantes da taxa de homicídios no Brasil” levanta o volume de perdas do país em decorrência dos altos índices de assassinatos (cerca de 17,7 bilhões ao ano) e propõe três ações do poder público para enfrentar o problema com resultados quase imediatos: mais efetivo policial, mais prisões e menos evasão escolar. É importante que a redução aconteça para garantir, cada vez mais, a sensação de segurança.