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Editorial

Recuperação da economia

02 fevereiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Recuperação da economia

Economistas têm garantido que a partir deste ano, a economia pode dar sinais de recuperação. Ou pelo menos deixar de cair. A expectativa é grande. O desejo passa por municípios, estados e pela União. Afinal a recuperação da economia é um dos fatores principais para a geração de empregos, fortalecimento da indústria, etc. Ontem, jornais da Capital mostraram que, pelo menos, a recuperação do preço das commodities (bens primários com cotação internacional) fez a balança comercial registrar o segundo melhor resultado da história para meses de janeiro. No mês passado, o País exportou US$ 2,725 bilhões a mais do que comprou do exterior, crescimento de 198% em relação a janeiro de 2016 (US$ 915 milhões). Os números foram divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O saldo da balança comercial em janeiro de 2017 só é inferior ao de janeiro de 2006 (US$ 2,835 bilhões). No primeiro mês do ano, as exportações somaram US$ 14,911 bilhões, alta de 20,6% em relação a janeiro do ano passado, pelo critério da média diária. As importações totalizaram US$ 12,187 bilhões, aumento de 7,3% na mesma comparação, também pela média diária. Em relação às vendas externas, o principal fator para a alta do valor exportado foi a recuperação do preço das commodities. De acordo com o ministério, o preço médio das exportações subiu 20,1% em janeiro, enquanto a quantidade aumentou 0,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O maior crescimento foi registrado nas exportações de produtos básicos, que subiram 30% em janeiro. Os destaques foram soja em grão (alta de 124,7%), minério de ferro (124,5%) e petróleo bruto (97,7%). Em relação às importações, o crescimento decorreu principalmente da alta nas compras de bens intermediários, que subiram 22,8% em janeiro em relação a janeiro de 2016. Os destaques foram as compras de alimentos e bebidas (milho, cevada e trigo) e de insumos industriais (sulfetos de minério de cobre, fosfatos de cálcio e algodão não cardado). A alta do preço internacional do petróleo também impulsionou as importações de combustíveis e de lubrificantes, que cresceram 15,8% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Isso porque os preços mais altos encareceram as compras de óleo diesel, gasolina e querosene. É preciso que a economia cresça e garanta investimentos para a retomada de crescimento de todo o País.